Primeira prova marcada para 5 de julho: um C/RI

A primeira prova na época Covid, do calendário nacional estará marcada para o dia 5 de julho, um C/RI individual de cerca de 30 kms, em Albergaria a Velha. Depois são duas provas a realizar nos dias 11 e 12 de julho, em linha, e que servem para agilizar métodos e processos, em sintonia com a DGS.

Antes da Volta, bem o Prémio de Torres Vedras, com final a três dias do início da Volta a Portugal que, segundo os seus organizadores terá na linha de partida 19 equipas, o que é estranho, pois precisamente num período de confinamento, é precisamente a altura para a presentar o maior pelotão possível.

A Federação tem praticamente delineado o programa a apresentar à DGS e espera-se por uma resposta definitivo, o mais tardar até a o final da primeira semana de junho, isto nas melhores perspetivas.

Temos, pois, o calendário possível, e que serve sobretudo, conforme dissemos para preparar e corrigir eventuais problemas, no complexo programa de comportamentos de todos os intervenientes numa prova de ciclismo.

Embora, na opinião de Delmino Pereira, presidente da FPC, tenham existido nos últimos dias progressivos avanços, ainda nada estará definido em relação a um sim ou um não, em relação à organização da Volta.

No caso da Volta a Portugal alguns problemas são importantes, ficando definido, por exemplo, que o número de ciclistas por equipa será reduzido a sete. Numa prova especial, e a exigir-se sacrifícios a todos os intervenientes, a Volta nem por isso abre mão de pontos que deveriam ser devidamente pensados. Por exemplo : irá haver dois carros de apoio, o que aumenta a caravana para uma impensável caravana de 40 viaturas de apoio, só das equipas em prova, o que não será a melhor solução.

O horário de partida e chegada deverá manter-se, o que causa naturalmente graves problemas a equipas e ciclistas, situação que a FPC lava as mãos como Pilatos. Teremos, desta feita o jantar da maioria dos dias a terminar entre as 23 e as 24 horas de cada. Com algumas etapas a serem encurtadas em termos de quilometragem, o horário de partida será também atrasado, de forma a que as etapas terminem a horários pouco condizentes com a recuperação dos ciclistas, numa altura em que serão necessários trabalhos mais cuidados e demorados, resultantes de uma maior higienização e cumprimento das regras impostas pela DGS. Temos ainda de ter em linha de conta, as neutralizações existentes todos os dias, resultantes do facto de uma etapa terminar numa localidade e no dia seguinte partir de outra , por vezes distantes mais de cem kms.

Segundo o Presidente da FPC sublinhou hoje, as perspetivas são animadoras esperemos mais duas semanas para um veredito definitivo sobre o tema, que pode ditar o início de uma nova era do ciclismo profissional no nosso país, ou do seu fim.