Megacalendário assusta diretores das equipas World Tour

O calendário internacional reservado às equipas do World Tour continua a ser motivo de apreensão. Em 100 dias haverão 104 provas ou etapas, o que diz bem das dificuldades que serão feitas para coordenar estruturas, ciclistas e staff para tantas frentes.

Um dos epicentros deste megacalendário, será o dia 25 de outubro :

Giro: contra-relógio final para Milão (16,5 km)

Vuelta: 7ª etapa com chegada ao Col du Tourmalet (135,6 km)

– Paris-Roubaix Masculino

– Paris-Roubaix feminino

– Superprestígio Zonhoven ( ciclocrosse)

Neste dia, pelo menos cada formação World Tour terá em movimento 23 ciclistas, e um staff de pelo menos 30 pessoas, o que diz bem do esforço que será pedido a todas as formações, mas em especial aos ciclistas. Na verdade, correr o Paris-Roubaix com chuva e frio , até pode não chover, mas o mais proável é o tempo não estar favorável e, terminar uma etapa no Tourmalet com neve, vão ser épicos.

Alguns diretores com Jonathan Vaugthers da Education First coloca sérios entraves à concretização plena de um calendário tão longo : ” Seria preferível a qualidade em vez de quantidade. Ainda existem muitos pormenores por concretizar. Para nós o Tour e os cinco monumentos já eram mais que suficientes. Quando as coisas começarem a apertar poderemos rebentar com falta de estruturas e meios humanos para concretizar este calendário.”

Um problema que está a preocupar os especialistas de ciclocrosse é a coincidência das provas de estrada com as suas provas, o que vai dividir interesses, ciclistas e transmissões televisivas. As provas de ciclocrosse começam normalmente em setembro.