Vem aí a Volta, mas como ?

Não será assim tão fácil o pelotão nacional e internacional ir para a estrada, assim de um momento para o outro. O confinamento vai começar a diminuir, o comércio vai começar a abrir portas, e o futebol já começou a definir, no horizonte, uma forma de acabar o seu campeonato, em jogos sem público, mas em que jogadores, árbitros , técnicos e dirigentes se tocam, e quem sabe até se agridam.

Mas e o ciclismo ? A modalidade tem o condão de não provocar muito o contato, salvo em quedas, mas o protocolo organizativo de uma prova, no atual estado das coisas vai obedecer a situações inovadoras, obrigatórias, tendencialmente apontadas a um novo conceito de sociabilização.

Medidas terão de ser tomadas para que a Volta possa ser aprovada pela DGS e que poderão passar por algumas medidas sempre tendentes a diminuir os contatos, as proximidades, o que fazer então ?

Apontemos algumas medidas que poderão ser postas em prática :

Aumento do número de ciclistas por equipa de sete para oito, de forma a manter o mesmo número de ciclistas com menos equipas.

Limitação do enquadramento técnico e diretivo de cada equipa a quatro elementos, de forma a diminuir o número de pessoas que se deslocam de um lado para outro.

Apenas um carro de apoio em corrida.

Obrigatoriedade de utilização de máscaras, nos locais de partida e e chegada, para o staff das equipas e organização.

Realização de um teste inicial ao Covid, antes do início da prova e outro a meio.

Colocação de um censor de temperatura na entrada da zona reservada, nas partidas, que substituiria a assinatura do livro de ponto dos ciclistas, em que todos teriam obrigatoriamente de passar.

Redefinir um novo conceito de cerimónia protocolar.

Controlo antidoping, necessidade do inspetor e médico apresentarem prova documental de que tiveram um exame ao Covid negativo, antes do início da prova ao mesmo tempo que toda a caravana.

Que o trabalho vai ser duro, não haja duvidas. Entretanto aceitam-se ideias e propostas à lista atrás apresentada.