UCI em crise coloca 130 funcionários no desemprego

A União Ciclista Internacional também está sentindo os golpes da crise do corona vírus, ao anunciar hoje, várias medidas para reduzir custos . Por exemplo, os 130 funcionários da UCI foram total ou parcialmente colocados em desemprego técnico, e os que ocupam posições superiores decidiram entregar parte de seus salários ou subsídios.

Os projetos e objetivos para 2020 e dos próximos anos serão totalmente revistos, assim como os projetos de solidariedade para as federações nacionais. Os contratos de prestadores de serviços e consultores foram examinados mais detalhadamente.

“A nossa federação internacional está passando por uma crise que não vivemos desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou o presidente da UCI, David Lappartient. “A inatividade afeta os atletas, equipas, organizadores, parceiros e a grande maioria de pessoas e organizações que contribuem para a vitalidade da modalidade em todas as disciplinas. O adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, a multiplicação de suspensões e cancelamentos de eventos no calendário internacional da UCI e a incerteza que pesa na segunda parte da temporada causaram um grande impacto na nossa organização“.

Chegou a hora de nos unirmos como uma família de ciclista e, como um todo, prepararando a modalidade para os dias que se aproximam . Face à situação económica que atravessamos a UCI adotou algumas medidas drásticas que devem ser suficientes para enfrentar a crise. Essas escolhas são difíceis, mas necessárias se queremos reconstruir o ciclismo após o COVID-19. ”

No início de abril, a UCI anunciou que não haverá corridas de bicicleta pelo menos até 1º de junho e até a presente data, a UCI recebeu mais de 650 solicitações de organizadores para adiamento ou cancelamento das suas corridas, por um período que se estende até o mês de agosto. “Este número representa 30% do calendário anual da UCI. A estrada e o BTT são as disciplinas mais afetadas”.

Um grupo de trabalho, composto por representantes da UCI, os ciclistas e os seus empregadores, foi criado na semana passada para examinar as consequências financeiras da atual crise a para os ciclistas e equipas. Enquanto isso, a UCI e seus parceiros chegaram a um acordo sobre a estrutura “que permite que as equipas que enfrentam sérias dificuldades financeiras tomem as medidas necessárias para sobreviver no contexto da pandemia“.