Na Volta ao Arco Íris – “ganha o primeiro que passar as nuvens e chegar às estrelas.”

Em tempo de tédio e de incertezas é importante manter o espírito ocupado. Acabam por ser alturas em que puxamos mais pela imaginação para ir passando os dias. Neste contexto, lancei um desafio à minha filha, de apenas sete anos, sobre o que pensa da próxima Volta a Portugal em bicicleta, que todos ansiamos seja ainda este ano. Vai ser. Com mais tempo, também fazemos coisas que nunca faríamos sem esse tempo.

A visão é puramente de uma criança, ainda que habituada à modalidade. Mas mesmo esse hábito, não pára a imaginação das crianças. E, claro, de uma alma marcadamente feminina, como facilmente se aperceberão.

Um curto texto sincero e ingénuo, numa visão infantil, que partilho numa altura em que não devemos deixar de imaginar e sobretudo ser inventivos.

O ciclismo precisará seriamente de uma reinvenção. É uma boa mensagem. Ah, e vamos ficar a saber que os ciclistas têm uma alternativa às bicicletas!
“A Volta a Portugal é a volta ao arco-íris. As cores são as etapas. O azul é a serra da Estrela porque estamos mais perto do céu. O amarelo é a cor do Sol. É no Alentejo porque está sempre Sol. Os ciclistas vão montados em unicórnios e ganha o primeiro que passar as nuvens e chegar às estrelas.”
Luís Gonçalves e Luísa Gonçalves