Tour em 2020 ? Sim, é possível !

A ministra francesa da juventude e desporto, Roxana Maracineanu, tem tido reuniões com varias autoridades e a ASO, a organizadora da prova e representantes dos ciclistas para estudarem se há forma de haver o 107º Tour de França. Será dela a ultima palavra.

E das várias reuniões já realizadas, parece estar a ser construído um puzzle que leva a crer que há grandes possibilidades de isso acontecer. O puzzle é enorme, mas começaram logo a surgir algumas peças que começaram a ser encaixadas. As várias peças já existentes são as seguintes: pode ter que ser um Tour sem presença de publico e sem podiuns. As entrevistas do final de etapa serão em circuito fechado em locais de grande segurança e apenas com o mínimo de elementos. Todos os ciclistas que participarão terão que estar em estagio durante um mês em locais isolados e vedados ao publico para fazerem o seu retiro. Serão garantidas pelas autoridades toda a segurança quer nos locais físicos quer as estradas por onde treinarão. Os estágios serão controlados diariamente com testes Covid a todos os membros da equipa. Se alguém testar positivo essa equipa não participará de imediato. Se tudo correr bem até ao início da prova, o 107º Tour irá arrancar. Terá que haver alguns ajustes a nível de etapas e é provável que algumas mudem de localização e de trajeto por causa das neutralizações se tornarem menos extensas. As partidas e as chegadas não terão publico. Os meios aéreos estão a ser discutidos. Pelo menos o heli de sinal terá que existir mas discute-se a substituição dos dois helicópteros que normalmente acompanham a prova a serem substituídos por vários drones. Haverá condições para os habituais controles anti-doping. A questão mais complexa tem a ver com o alojamento das equipas. Tudo leva a crer que os hotéis serão dispensados e que as equipas podem ficar hospedados nos seus autocarros e e o resto do staff em tendas. O aparecimento do primeiro caso positivo será analisado e até pode nem dar lugar à suspensão da prova.

Com estas peças a parecerem querer encaixar e com a forte pressão por parte das equipas, do organizador e também dos media, o grande circo parece que vai ver a luz do dia e vai aparecer reinventado e quem sabe será o modelo a seguir para outras modalidades, enquanto temos o Covid-19 a rondar-nos à volta da nossa vida à espera duma pequena distração.
Boas noticias para todos.
E apetece-me colocar o Louis Armstrong a cantar « What a wonderful world».

Jorge Garcia

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