Sim, ainda pode ser possível, um calendário ambicioso

Não tenhamos dúvidas que o ciclismo em 2021 será diferente, isso já o admitiu Patrick Lefevere que, segundo ele, se o Tour não se realizar o ciclismo que conhecemos nos dias de hoje não tem viabilidade futura.

Ora, o Tour já foi, só um milagre resolveria toda esta pandemia mundial, e só um milagre dos grandes iria permitir que um circo ambulante de cerca de 2000 pessoas vagueasse por toda a França, com pessoas vindas de todos os cantos do mundo. Já se fala da Vuelta em agosto e do Tour em setembro e das clássicas em outubro. Mas será que é a mesma coisa ? Terá o mesmo elan ? Estamos convencidos que, chegada a altura tudo ficará em águas de bacalhau, até porque um evento itinerante como Tour necessita de uma logística e de uma preparação, que não é improvisada num ou dois meses.

Mas se a nível internacional as interrogações são muitas e as respostas poucas, pelo menos ficamos a saber hoje que os Jogos Olímpicos, esses passarão para 2021, numa data desconhecida e que poderá colocar alguns entraves às provas de ciclismo, por cá as interrogações e as circunstancias são as mesmas.

É certo que o epicentro do nosso ciclismo é a Volta e, esta tem data prevista para finais de julho, o que pode dar tempo para preparar uma nova temporada, se é que há possibilidades disso, mas pelo menos há que ter um plano alternativo, é um calendário e lutar por ele, se o maldito vírus ficar derrotado, quanto mais não seja pelo calor do nosso clima.

Um calendário que ainda pode ser ambicioso, e com viabilidade futura, entusiasmante e muito competitivo. A ideia que apresentamos pensamos que pode ter pernas para andar, mas é necessário naturalmente começar a preparar já , mesmo que tudo possa ficar pelo caminho e sobretudo, de um grande esforço e união de todos os agentes da modalidade.

A Volta a Portugal pode ser um problema sério, devido ao seu envolvimento e grandiosidade, também aqui há necessidade de estudar alternativas, de pensar em viabilidades. Primeiro ponto, talvez suspender a sua internacionalização, resumindo a sua participação a equipas nacionais continentais, são 9, mais quatro equipas de sub-23 mistas, isto no caso de a nível internacional existirem alguns constrangimentos. Mesmo que a sua realização possa estar sujeita a condicionalismos, por exemplo, suspensão das animações nas partidas e chegadas, proibição de público nas chegadas, tal como aconteceu no Paris-Nice, cerimónias do pódio mais simples.

Um calendário ambicioso, o que apresentamos e que, se for possível concretizá-lo, porá certamente à prova a estrutura organizativa do nosso ciclismo.

Principio da nova temporada em 16 de julho, final em 20 de setembro.

16 a 19 de julho – Prémio de Torres Vedras.

24 a 26 de julho – Campeonatos Nacionais.

29 a 9 de agosto – Volta a Portugal

14 de agosto – Clássica de Mortágua

15 de agosto – Clássica do Xisto

17 a 21 agosto – Volta do Futuro.

22 de agosto – Clássica da Arrábida

24 a 30 de agosto – Grande Prémio JN

3 a 6 de setembro – GP Abimota

12 de setembro – Clássica Rota da Filigrana.

17 a 20 de setembro – Prémio o JOGO.