Novos percursos, novas ideias – num artigo de Luis Carvalhal

Desde há bastante tempo que o ciclismo Português está mal, vejamos o GP Beiras corrida 2.1 Internacional, a 1ª edição foi realizada em 2015 , 2.12  GP Beiras da Baixa (https://www.pinkbike.com/video/410862/ -25 min resumo da prova)  neste caso se uma pessoa quer encontrar videos das edições Internacionais encontra alguns excertos de 3 min no Youtube e coisas perdidas no TV ciclismo , na sua pagina do facebook, igualmente na RTP digital no campo Desporto 2(https://www.rtp.pt/play/pesquisa?q=desporto+2) corridas perdidas no meio de outros conteúdos, quando deviam estar bem identificadas e de fácil acesso como por certo esta a Volta a Portugal (https://www.rtp.pt/play/pesquisa?q=Volta+a+Portugal).

Falo do GP Beiras como outras provas do calendário Alentejo, Torres Vedras, GP Mortagua etc. Uma Volta internacional sem TV em direto na última hora de prova, perde logo à partida o interesse por parte das equipas WT, público, mídia , justamente o interesse internacional sobre a prova.

Infelizmente  a UCI  não quer saber das equipas Continentais lusas, estas têm sérios problemas em receber convites para provas 2.1 e 2 Pro por essa Europa fora : Primeiro Portugal  não goza de um  “bom nome” na Europa ciclista, segundo está na periferia. É necessário Recuperar a marca  Portugal para o ciclismo, este creio que seja o ponto Principal .

Portugal não pode ser um País sumido, subestimado por parte da UCI, a clássica Porto – Lisboa era das provas mais antigas do Calendário velocipédico Mundial, Volta a Portugal tem uma historia incontornável no ciclismo mundial. De que serve ter equipas Continentais em Portugal mediante este panorama? Para participar na Volta a Portugal, Algarve e 3,4 corridas em Espanha….

Como disse anteriormente retirar o JN do ciclismo foi um erro histórico, mas é necessário olhar para a frente e criar novas bases, O Delmino Pereira  como ciclista foi dos meus preferidos era valente um todo terreno, muito bom ciclista, como dirigente deixa algo a desejar, a culpa não será apenas dele, pois terá colaboradores, e como transmontano de gema uma das prioridades não seria recuperar a Volta a Trás-os-Montes ? – pergunto.

As voltas às regiões são  extremamente necessárias como a Volta ao Minho que não se realiza desde 2010..

Uma outra medida para alargar os dias de competição seria as equipas PRO lusas  participarem na Volta a Galiza, Corunha, Leon ou sejas as próximas, se as equipas espanholas podem participar nas provas 2.12 Portuguesas porque não podem as equipas Portuguesas estar na Volta a Galiza, que é das melhores do Pais vizinho  a nível organizativo com transmissão integral das etapas via youtube, creio que é a empresa do Ezequiel Mosquera que produz.
ou seja Volta a Galiza 25 equipas 6 elementos, justamente numa altura que contamos com algumas referencias de ciclistas galegos em equipas portuguesas, seria positivo pelo menos neste período.

O tema dos grandfondos creio realmente que seria uma boa solução, o Manuel Zeferino pode e deve ajudar no ressurgimento do ciclismo luso se existe uma grande dinamização, promoção  por parte de empresas nos grandfondos , o ciclismo de estrada pode tirar partido dessa situação, seria um dia de convivência e conhecimento, positivo para todos os lados, isto claro com TV.

Relativamente aos percursos existe falta criatividade, o que não falta em Portugal são Montanhas, aqui no Norte então é fácil fazer uma etapa dura de 160 kms, tambem existem novas ferramentas de fácil utilização e manejo   https://ridewithgps.com/routes/32140865?beta=false (sem estradas nacionais).

Quero dizer no Tour ou Giro não se sobe todos os anos Alpe Huez ou Mortirolo, porque em Portugal temos que subir todos anos a Srª Graça e Serra da Estrela (sempre as mesmas vertentes), variar é dar a Conhecer e vender.

A Zona de Montemuro é excelente, Gerês tem um Mortirolo não são 11 kms mas sim 7 km (Gave para Branda de Santo Antonio)   https://ridewithgps.com/routes/28956990?beta=falseBranda santo Antonio —>https://ridewithgps.com/routes/27766922?beta=false (12km a 8%)
Gave—>https://ridewithgps.com/routes/29165718?beta=false (7k 10%) * se voce pousar o Boneco sobre a linha abre lhe o street view.
Vale Escuro —>https://ridewithgps.com/routes/28848636?beta=falseSão Silvestre —>https://ridewithgps.com/routes/28967949?beta=false (8.3Km 7.82%

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Artigo de Luis Carvalhal

1 comentário a “Novos percursos, novas ideias – num artigo de Luis Carvalhal”

  1. Sou da opinião que já chateia a sra da Graça e a serra da Estrela todos os anos na volta a Portugal.
    Se só houvessem essas montanhas em Portugal até compreendia.
    É perfeitamente possível fazer uma volta a Portugal montanhosa sem essas 2 subidas de referência.
    Há uns anos fiz uma compilação dos prémios de montanha de Portugal, num site similar.
    Destaco alguns deles:
    Santo Antão, muro de Poiares, São Domingos (em paralelo), srª do Monte, Portas de Montemuro, São Pedro do Campo, Cruzinha, Portela de Folgosinho, Portal do Inferno, entre muitos outros.

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