Luis Gomes o melhor na Clássica da Primavera

Luis Gomes da Kelly – Oliveirense levantou os braços como vencedor da Clássica da Primavera, ele que foi um dos ciclistas mais interventivos ao longo da prova, logo um dos que mais lutou para vencer um grupo restrito de ciclistas.

No outro lado oposto, Tiago Machado que foi o ciclista que mais lutou na frente do grupo de vinte ciclistas que se isolou logo na final da primeira volta, lamentava-se no final, que a sua equipa tinha trabalhado demais e merecia o triunfo.

Duas visões diferentes e ambas, com alguma lógica moral, com alguma verdade, o pior é que no ciclismo, o que conta é quem corta o risco de meta no primeiro lugar e, nesse capítulo Luis Gomes lutou pelo prémio da Montanha e desferiu um forte ataque a cerca de 15 kms da meta, que dividiu o grupo da vanguarda, eliminou alguns homens perigosos para a chegada e entrou bem na rotunda final, a cerca de 400 metros da .linha de chegada, vencendo sobre o risco de meta, à frente de Rafael Silva da Efapel, que seria talvez o mais favorito, dada a sua ponta final. Mas terá Rafael Silva falhado ? Quando um velocista discute um final como o fez Rafael Silva temos de admitir que o ciclista da equipa de Ovar, tudo fez para ganhar e é tão pouca a diferença entre o primeiro e o segundo, que a sua prestação se pode considerar também positiva.

No grupo de 20 fugitivos, quem mais puxou na frente foram as equipas da Efapel e da W52-FCPorto, enquanto no pelotão foi a equipa da LA Alumínios que tentou anular a escapada ao longo das duas primeiras voltas. Não o conseguiu, até porque o percurso era um pouco ingrato para quem perseguia, daí que a vantagem do grupo tenha sido bastante dilatada .

Na frente da corrida, e na ultima volta, Rafael Reis, um dos ciclistas mais ativos ao longo da corrida, conseguiu isolar-se com Luis Gomes, mas foi alcançado numa altura em que o infortúnio bateu à porta de Gustavo Veloso, que não dominou a bicicleta numa curva traiçoeira a cerca de dez km da meta, caindo .

No final, Aleksandr Grigoriev ( Tavira) foi terceiro, Hugo Nunes ( Radio Popular – Boavista), vencedor dos Pavés, foi quarto e Rafael Reis ( Feirense) quinto , numa cerimónia de pódio bastante atrasada e sem público e com as classificações ainda mais atrasadas.