S.Juan: Evenepoel, Gaviria, Sevilla e McNulty os homens da prova

Fernando Gaviria venceu a etapa final do tour de S.Juan, juntando três triunfos, enquanto Remco Evenepoel se sagraria vencedor final .

Enquanto o sprinter colombiano demonstrou estar mais confiante que em anos anteriores, não é menos evidente, porém, que se apresentou numa condição física superior , para a altura da época, com menos peso, logo mais competitivo.

Evenepoel o que se pode dizer de uma prodígio que ainda há três anos jogava futebol, e neste período se tornou no nome mais badalado do ciclismo mundial? Impossível em qualquer modalidade técnica e coletiva que este facto acontecesse, o caso Evenepoel é demonstrativo como um atleta necessita de um período curto, para se tornar altamente competitivo no ciclismo, onde o gesto técnico não é complexo, bastando ter “motor”, como parece ser o caso do belga da Deceuninck.

Se estes dois homens foram o expoente da prova, não é menos digno de encómio a regularidade de Oscar Sevilla, o seu terceiro lugar no final, e o facto de quase ter ganho a etapa rainha da prova. O espanhol, reconvertido ao ” colombianismo ” dá cartas, é talvez o ciclista mais competitivo da América do Sul, excetuando naturalmente aqueles que se decidiram pelas equipas World Tour e Profissionais mundiais, isto com a proveta idade de 44 anos.

O americano Brandon Mcnulty foi o principal animador da corrida. Não ganhou nenhuma etapa, mas esteve particularmente ativo ao longo da corrida, dando boas indicações para futuro.

A Volta a S. Juan chegou ao final, e já se fala no ” ressuscitamento” da Volta a S.Luis para 2021, o que vai tornar a Amárica do Sul o epicentro do ciclismo mundial em janeiro e fevereiro de cada ano.