Taça de Portugal com poucas provas e Abertura com “numerus clausus”

A Taça de Portugal, pelos vistos, estragou o início de temporada para uma série de ciclistas, transformando a prova que deveria ser o início de festa da temporada a Abertura, numa prova seletiva, reservada, deixando em casa um número elevado de ciclistas, ao obrigar apenas SETE ciclistas de cada equipa a alinharem na primeira competição do ano.

Uma Taça de Portugal com um figurino desinteressante, resumido a três competições, deixando de fora uma série de clássicas de mais tradição, daquelas que foram incluídas no menu: Prova de Abertura. Clássica da Arrábida e Aldeias do Xisto. Três provas para uma competição de regularidade é pouco, diremos mesmo, MUITO pouco, e tendo como início da competição a época desportiva, é ainda mais difícil de entender, pois praticamente fica apenas resumida a duas .

Uma Taça de Portugal disputada num curto espaço de tempo, deixando de fora outras provas, e o interesse competitivo prolongado ao longo da época. A competição teria lucrado com a inclusão de uma maior número de provas, obrigando até que essas mesmas organizações fossem incentivadas ao cumprimento de normas mais rígidas, e dando-lhes um cunho competitivo mais atrativo. Resumindo, dando-lhes mais importância, contribuindo para o melhoramento do ciclismo nacional.

A Taça de Portugal, contudo, não é o motivo maior desta peça. Esperava-se que a prova de Abertura fosse de encontro ao que esperam clubes, ciclistas e público, sempre desejoso de ver os seus ídolos na estrada, alguns pela primeira vez a correrem no escalão profissional e, que por via disso muitos ficarão arredados de competirem: a prova de Abertura é isso mesmo, um intróito, uma introdução ao início de toda uma temporada, e por força disso, todos deveriam ter o direito de alinhar na primeira prova do ano, num dia que deveria ser de festa e de afirmação do ciclismo, e não apenas de sete ciclistas de cada equipa, deixando de fora muitos deles

Com um calendário cada vez mais reduzido, muitos ciclistas só irão correr em meados de março, anulada que foi a clássica de Torres Vedras, que estava prevista para o dia 1 do mesmo mês.

1 comentário a “Taça de Portugal com poucas provas e Abertura com “numerus clausus””

  1. Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela em risco. Empresa Fullsport fechou portas.

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