“Compete às equipas e ciclistas profissionais valorizar, ao máximo, o seu produto”

O ciclocrosse no nosso país não atingiu, e dificilmente o conseguirá, atingir o apogeu e interesse desportivo que desfruta nos países do centro da Europa, onde se movimentam dezenas de milhares de euros, em qualquer prova organizada.

Portugal poder-se-á dizer que está a recuperar o legado que deixou cair, há cerca de duas dezenas de anos, quando tinha provas que atraía o interesse desportivo de equipas e ciclistas profissionais, e quando os seus ciclistas participavam nos Campeonatos do Mundo.

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A equipa que montou os Nacionais de Vila Real, onde marcam presença o Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Engº Rui Santos, o Presidente da FPC Delmino Pereira, o antigo presidente da Associação de Vila Real Basilio Angélico bem como o atual responsável José Capela.

Hoje em Vila Real, o ambiente era positivo. Não diremos que estes Campeonatos atraíram milhares de pessoas, mas a assistência ao longo da prova foi muito entusiasmante, recreando-se um ambiente que augura, em termos de futuro, um crescente interesse competitivo, que se nos afigura, por exemplo, igual ou mesmo superior ao que se passa, por exemplo, em Espanha.

O circo montado pelas equipas, a presença do público, a excelente organização, simples e funcional, o bom desempenho da equipa de comissários comandada pela internacional Rita Teixeira foram sinais evidentes de que o ciclocrosse tem todos os ingredientes para singrar, ou não fosse uma das disciplinas desportivas mais emotivas e entusiasmantes do ciclismo. Então o que falta ?

Falta a presença das grandes equipas nacionais, com dois ou três ciclistas cada uma, e a presença física da sua estrutura. O ciclismo necessita de ser valorizado, e se é verdade, que compete à Federação criar esses incentivos, não é menos verdade que compete também às equipas e ciclistas profissionais valorizar, ao máximo, o seu produto.

Créditos fotográficos : Fabio Almeida ( Ciclismo +TV) e UVP-FPC

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