As equipas do pelotão nacional para 2020

O pelotão nacional para a próxima temporada não teve mexidas em número de equipas, mantendo-se as existentes no ano prestes a findar. As principais dificuldades para formar equipa foram sentidas pelo Feirense que perdeu os seus dois patrocinadores, mantendo-se no pelotão, muito por força do seu presidente, Rodrigo Nunes, que deu continuidade ao projeto, assegurando a verba necessária para que a equipa não se tenha dissolvido, as restantes mantiveram praticamente a mesma estrutura.

Vejamos as equipas do pelotão nacional e a sua composição.

Equipa 2020 – EFAPEL:

Sentindo que o triunfo na Volta a Portugal lhe fugiu por pouco, a Efapel disparou em todas as direções, contactou “metade” do pelotão e teve em António Carvalho, a sua grande contratação, o que até deu algum jeito ao W52-FCPorto. Com doze ciclistas, para um calendário normalmente curto, como é o caso das provas no nosso país, a Efapel reforçou-se consideravelmente para as pontas finais, procurando dessa forma assegurar vitórias em etapas e provas de um dia, com Luis Mendonça, (ex-RP-Boavista), César Fonte ( ex W52-FCP) e mantendo Rafael Silva, três galos para um poleiro. Já para a Volta, estará reservado Joni Brandão que terá a seu lado, na alta montanha António Carvalho e pouco mais. Tiago Machado e Sergio Paulinho são dois homens de grande referência e com os quais Brandão também poderá contar , nos momentos difíceis. Um jovem de valor, Tiago Antunes dará as suas primeiras pedaladas como profissional no nosso país, ao serviço desta equipa.

Reforçando-se consideravelmente, a turma de José Augusto Silva e Ruben Pereira perdeu, contudo, nomes importantes como Henrique Casimiro , Bruno Silva, e Nikolay Mihaylov três excelentes équipiers, muito dificilmente substituíveis.

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Equipa Efapel 2020.

Entradas: César Fonte (ex-W52-FC Porto), Tiago Machado (ex-Sporting-Tavira), António Carvalho (RP-Boavista), Tiago Antunes (SEG Racing/CT), Luís Mendonça (RP-Boavista), Nicolas Saenz (Manzana Postobón), Gerard Armillas (Team Kompak) e Diogo Almeida (formação Efapel)

Continuidade: Jóni Brandão, Sérgio Paulinho, Pedro Paulinho, Rafael Silva

Saídas: Antonio Angulo (Euskadi/PCT), Henrique Casimiro (Kelly-InOutbuild-Oliveirense), Marcos Jurado (Froiz/CT), Fabricio Ferrari (fim de carreira), Bruno Silva (LA Alumínios), Nikolay Mihaylov .

Equipa W52 – FC Porto:

Regressando ao escalão continental UCI, depois de uma experiência pouco positiva com o equipa Continental prof., a W52 – FC Porto manteve a sua equipa base, encontrando em Amaro Antunes mais alguma estabilidade, com a saída de António Carvalho. Já sem Alarcon ao longo de quase toda a temporada, a equipa não se ressentiu desse factor na Volta a Portugal, que venceu . Perdeu ciclistas que tinha de deixar sair, a equipa não necessitaria de 16 corredores, e ao contrário da Efapel, conservou o seu núcelo duro: Samuel Caldeira, Ricardo Mestre, Rui Vinhas, Edgar Pinto e Gustavo Veloso, ciclistas preciosos para nomes como João Rodrigues, a que se soma Amaro Antunes e a quem só falta juntar Daniel Mestre. Com estes nomes os portistas podem aspirar a muitos triunfos . Raul Alarcon continua suspenso e não foi tido em conta na equipa para 2020, até que o seu caso seja resolvido.

Entradas: Amaro Antunes (CCC/World Tour), Raúl Rico (Vito-Feirense), José Mendes (Sporting-Tavira)

Continuidade: João Rodrigues, , Gustavo Veloso, Ricardo Mestre, Edgar Pinto, Daniel Mestre, Samuel Caldeira, Rui Vinhas, Francisco Campos, Jorge Magalhães e Tiago Ferreira

Saídas: António Carvalho (Efapel), Joaquim Silva (Miranda-Mortágua), Ángel Sánchez (Miranda-Mortágua), César Fonte (Efapel), Rafael Reis (Feirense).

Equipa RADIO POPULAR – BOAVISTA

A equipa axadrezada não foge muito à regra do que é habitual. Perdeu dois ciclistas influentes na equipa, Luis Gomes e Mendonça, mas reforçou-se um pouco mais para a alta montanha, com a inclusão de Luis Fernandes e o regresso de Alberto Gallego. Feitas as contas a equipa não terá perdido fulgor em relação à temporada prestes a findar. Conservou o seu núcleo duro : João Benta, Daniel Silva e David Rodrigues, com Hugo Nunes a prometer evoluir em 2020, mas foi na abertura de portas a uma série de ciclistas jovens, na sua maioria atletas de seleção, que a equipa arriscou.

De uma assentada a equipa apostou em Gonçalo Carvalho, Afonso Silva, Vinicio Rodrigues e Pedro Silva , este sub-23 de primeiro ano, todos com uma aposta por dois anos. Veremos o que dará esta mescla de experiência e juventude que, em anos anteriores se tem revelado positiva.

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Entradas: Alberto Gallego (ex-Caja Rural/PCT), Vinicio Rodrigues (Gondomar Cultural), Luís Fernandes (Louletano), Gonçalo Carvalho ( ex- Mónaco), Pedro Silva ( ex- Seissa)

Continuidade: João Benta, David Rodrigues, Daniel Silva, Hugo Nunes, Afonso Silva.

Saídas: Luís Gomes (Oliveirense) e Luís Mendonça (Efapel), João Salgado ( Gondomar Cultural), Pablo Guerrero ( Burgos), Antonio Gomez ( ?).

Equipa : TAVIRA

Os tavirenses passaram um mau bocado com a saída do Sporting como sponsor principal, mas conseguiram segurar a barra, e estão de pedra e cal, mais uma vez no pelotão nacional, que temos de ter em linha de conta, seria uma enorme perda para o ciclismo nacional se assim não fosse.

A equipa não perdeu fulgor, conservou os seus porta estandartes em 2019, Frederico Figueiredo, Alejandro Marque e o russo Grigoriev e viu-se livre de Nocentini e Toffali, que pouco ou nada fizeram em 2019, mas também de alguns ciclistas que pesaram no orçamento e não renderam o esperado, como Tiago Machado e José Mendes.

Uma equipa mais aberta, mas sobretudo mais algarvia, irá permitir a alguns jovens a sua afirmação, como o caso de Marcelo Salvador e a oportunidade de Frederico Figueiredo lutar por um lugar entre os melhores na Volta.

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Entradas: -Diogo Ribeiro (Formação Clube de Ciclismo de Tavira), Ricardo Martins (Formação Clube de Ciclismo de Tavira) e Marcelo Salvador (Sicasal)

Continuidade: Frederico Figueiredo, Alejandro Marque, Alvaro Trueba, David Livramento, César Martingil, Valter Pereira, Alexsandr Grigoriev e Rúben Simão

Saídas: Tiago Machado (Efapel), Rinaldo Nocentini (fim de carreira), Nicola Toffali (Epowers Factory Team/PCT) e José Mendes (W52-FC Porto).

Equipa AVILUDO – LOULETANO

Loulé é um concelho de ciclismo e a sua equipa de ciclismo espelha a tenacidade de um clube que teima em manter bem viva a chama da modalidade, onde não faltam adeptos e entusiastas.

Calmamente sem dar nas vistas, a equipa acabou por reforçar-se bem. A única saída de tomo foi a de Luis Fernandes, colmatada, porém, com a entrada de Jesus del Pino, um bom trepador, o russo Sergey Shilov e o sprinter João Matias, o que atira a equipa para a primeira linha do ciclismo nacional.

Vicente de Mateo continua como nome sonante da formação, numa formação que tem tantos estrangeiros como ciclistas nacionais, e onde Oscar Hernandez e em especial David de la Fuente são sempre nomes a ter em conta.

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João Matias

Entradas: Jesus Del Pino (Vito-Feirense), João Matias (Vito-Feirense), Sergey Shilov (Gazprom Rusvelo/PCT), Daniel Silva (Sicasal) .

Continuidade: Vicente García de Mateos, Oscar Hernandez, David de La Fuente, Nuno Meireles, Márcio Barbosa e André Evangelista

Saídas: Luís Fernandes (RP-Boavista), Leonel Coutinho (fim de carreira), Francisco García, Juan Ignacio Perez, Ricardo Vale ( fim de carreira).

Equipa : KELLY – IN OUTBUILD – UDO

Foi durante muitos anos a equipa referência do escalão sub-23, onde contou com o forte apoio da Liberty. Com o abandono da seguradora, a equipa passou incólume às dificuldades e regressou com a mesma força em Oliveira de Azeméis, onde conseguiu reunir para 2020 dois patrocinadores que asseguram a estabilidade da equipa.

Os seus grandes nomes para a próxima temporada foram a contratação de Henrique Casimiro, e Luis Gomes. O alentejano, porém, é um homem de topo na Volta a Portugal, onde conjugará as suas excelentes qualidades de trepador para discutir corridas e etapas .

A equipa conserva uma filosofia de juventude, com realce para os nomes de Pedro Lopes, Fábio Costa e Guilherme Mota ciclistas de seleção. Uma equipa a seguir com atenção, este ano, com mais projeção e experiência.

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Entradas: Luís Gomes (RP-Boavista), André Domingues (Escola de Ciclismo Bruno Neves), Henrique Casimiro (Efapel) e Tiago da Silva (Team Differdange-GeBa)

Continuidade: João Carneiro, Fábio Costa, Venceslau Fernandes, Hélder Gonçalves, Pedro Miguel Lopes, Pedro José Lopes, Rafael Lourenço, Guilherme Mota, Filipe Rocha, José Sousa

Saídas: Josu Zabala (?), Juan Felipe Osorio (?)

Equipa LA – ALUMÍNIOS

Durante alguns anos a equipa rejubilou-se apenas por ser a equipa mais portuguesa do pelotão nacional, mas com o triunfo de Emanuel Duarte no prémio da Juventude da Volta e o seu triunfo na Volta do Futuro, a equipa ganhou projeção e chamou a atenção.

Tem muitos jovens, onde apenas Bruno Silva assumirá um papel de capitão de equipa, e muitos deles com valor firmado, como o já citado Emanuel Duarte, mas também Miguel Salgueiro e João Macedo, este de primeiro ano. Conservando a maioria dos seus ciclistas , a LA Alumínios tem todas as condições para se apresentar mais forte, mais coesa ajudando a lançar alguns jovens no profissionalismo. Finalmente a correr para ” si”, Bruno Silva terá oportunidade de mostrar as suas capacidades na alta montanha e Emanuel Duarte a possibilidade de confirmar 2019.

Entradas: Bruno Silva (Efapel), João Macedo (Bairrada), Rafael Gouveia (CCA Paio Pires), Miguel Salgueiro (Sicasal)

Continuidade: Marvin Scheulem, Emanuel Duarte, Gonçalo Leaça, David Ribeiro, André Ramalho, Rodrigo Caixas e João Medeiros

Saídas: António Barbio (fim de carreira), André Crispim (fim de carreira), Leonel Firmino (fim de carreira), Fábio Oliveira (Vito-Feirense).

Equipa : MIRANDA – MORTÁGUA

É uma das equipas mais importantes no panorama nacional. É a única que leva o ciclismo para o interior do país, numa zona normalmente árida para os grandes desafios do desporto de alta competição. Uma equipa que viva à volta da autarquia, que viu no ciclismo a oportunidade de singrar no desporto.

Não tem sido fácil a tarefa para Pedro Silva, mas a equipa lá está todos os anos sempre altiva, com o mesmo entusiasmo, desta feita reforçada com o regresso do filho pródigo : Joaquim Silva será a grande aposta dos beirões, conjuntamente com Hugo Sancho e Daniel Freitas, mas nomes como Angel Sanchez ( ex. W52) e Gaspar Gonçalves são também a ter em conta.

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Entradas: Joaquim Silva (W52-FC Porto), Ángel Sánchez (W52-FC Porto), João Barbosa (Vito-Feirense), Ash Coning (Crédito Agrícola-Almodôvar)

Continuidade: Daniel Freitas, Gaspar Gonçalves, Pedro Pinto, Leangel Linarez, Hugo Sancho, Artur Chaves

Saídas: Tiago Leal (Sicasal), Ivo Pinheiro ( Crédito Agrícola-Almodôvar) Cristian Mota (abandono ), Pedro Teixeira (abandono), Sergio Vega .

Equipa : FEIRENSE

O ciclismo ocupa um espaço importante em Santa Maria da Feira, e a Direção do CD Feirense sabe disso e, por isso, era imperioso que a equipa de ciclismo do clube estivesse mais uma vez na estrada. Os sacrifícios foram enormes, mas a equipa lá está, com o mesmo entusiasmo e com a mesma determinação. A equipa perdeu nomes importantes, como Jesus del Pino e João Matias, mas a chama manteve-se, com a entrada de Rafael Reis ( ex-W52) e a manutenção de Oscar Pellegri, mas um nome a ter em conta será a do jovem António Ferreira, que já rubricou boas indicações, em corridas com os profissionais esta temporada.

Entradas: Fábio Oliveira (LA Alumínios), Rafael Reis (W52-FC Porto), Rafael Ferreira (Individual), Gonçalo Amado (BTT)

Continuidade: – Oscar Pelegrí, António Ferreira, Bernardo Saavedra, Luís Cabral (formação Feirense) e Afonso Eulálio (formação Feirense)

Saídas: João Matias (Louletano), Jesus Del Pino (Louletano) .