Volta ao Algarve demasiado cara para as equipas nacionais

As equipas Continentais UCI nacionais, para poderem participar na Volta ao Algarve terão de pagar à UCI, uma verba avultada, destinada a ajudar a suportar as despesas do controlo antidoping de todas as provas constantes do restante calendário do circuito Proseries.

Sem qualquer hipóteses de participação, nas restantes provas, às quais as equipas nacionais não têm acesso, porque não lhes é permitido, uma taxa de 3500 euros é exigida a todas as formações do escalão Continental UCI, para contribuição dos controlos antidoping deste novo escalão internacional.

Ou seja, e partindo do principio que todas as equipas irão participar na Volta ao Algarve, a UCI irá faturar 31.500 euros, uma verba que, bem pensado, daria para a realização de uma prova do calendário nacional, caso a FPC não tivesse incluído a Volta ao Algarve neste novo escalão e mantivesse a prova como 1.2 .

A questão pertinente que se coloca ; quais os benefícios do ciclismo nacional em aderir ao circuito Proseries, com a Volta ao Algarve, uma competição que pelo seu escalonamento no calendário internacional, teria sempre a presença das principais equipas mundiais ?

Para além das taxas que os clubes terão de suportar, a própria FPC, vê os custos aumentados com a passagem da prova para o atual escalão Proseries.

1 comentário a “Volta ao Algarve demasiado cara para as equipas nacionais”

  1. Não vejo onde está o espanto na facto da Federação Portuguesa de Ciclismo alinhar em tudo o que vem da UCI, se não vejamos, o Presidente Honorário e actual Presidente da Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Ciclismo – Dr. Artur Lopes é já alguns anos um dos Vice-presidentes da UCI e está presente em todas as suas comissões havendo até quem afirme lá por fora que ele é será a pessoa quem mais peso terá nas decisões da UCI.
    Atendendo ainda que por força dos actuais estatutos da Federação Portuguesa de Ciclismo o cargo de Presidente da direcção tem um limite de mandatos num total de 3 (12 anos) Delmino Pereira pela mão do Dr. Artur Lopes está já na rampa de lançamento para o substituir na UCI (quanto mais não sendo atendendo à sua idade já avançada penso que andara já muito perto dos 80 anos) e manter assim a sua ligação à modalidade (eu não estou a dizer “tacho”).
    Ora onde está o espanto?
    Não podemos também esquecer que a função óbvia de uma federação será de regular a respectiva actividade e promover o seu crescimento mas no caso do Ciclismo o que podemos observar nestes últimos anos é que a Federação Portuguesa de Ciclismo se transformou no principal organizador de provas e de regulador pouco ou nada tem feio pois a uns tudo exige e a outros em tudo fecha os olhos mesmo tendo sido alertada para os incumprimentos.
    A Federação Portuguesa de Ciclismo tem a noção do incremento de custos que estas suas decisões vão ter no seio das equipas portuguesas (foquemos nelas somente o nosso foco) mas que mesmo assim não vão deixar de participar na Volta ao Algarve por diversas razões.
    Sem estes custos acrescidos as equipas poderiam eventualmente conseguir contratar mais um ciclista ou conseguir pagar um pouco mais aos seus atletas.
    Não podemos esquecer nunca a máxima de que quem não está comigo é porque está contra mim e os senhores presidentes da Direcção e da Assembleia-geral da Federação Portuguesa de Ciclismo são dois bons exemplos da aplicabilidade desta máxima se não vejamos como o exemplo o que aconteceu ao já falecido jornalista Manuel Madeira.

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