Ciclismo nacional começa a dar o grande salto

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Depois do sucesso da ultima Volta a Portugal com a ultima etapa a coincidir com um CRI na cidade do Porto com uma vitoria esmagadora da equipa do W52/FCPorto e, na minha opinião, depois desta prova o ciclismo nacional deu a conhecer finalmente o grande potencial da modalidade. É um desporto que requer grande capacidade física e mental, é muito competitivo a nível de equipas e tem um grande ambiente de proximidade entre o desportista e o publico. Não há outro desporto onde o adepto e o competidor esteja separado às vezes por centímetros. Convenhamos que é um potenciador de adrenalina para ambos os lados.

E para comprovar que o ciclismo nacional começa a dar um grande salto e que começa a captar outros interesses tivemos a noticia esta semana que o JN vai apostar forte no seu GP em Agosto e que a UCI promove a Volta a Portugal e a Volta ao Algarve a um escalão “estratosferico”. Mas não era isso que todos esperávamos há muito tempo? Não compreendo que neste artigo se fale que o passaporte biológico vem prejudicar as equipas nacionais porque vão ter que desembolsar três mil e quinhentos euros. Muito bem.

Por um lado andamos todos ansiosos por vermos mais provas de ciclismo nas estradas, mais ciclismo na televisão, mais visibilidade internacional e ficamos a chorar quando nos informam que vamos ter mais e melhores condições para vermos melhor ciclismo no nosso país. Acho que chegou a hora de deixarmos de chorar baba e ranho e levantarmos a cabeça e pormos mãos à obra, rumo a uma nova era do ciclismo nacional. Estas mudanças só trazem benefícios para o ciclismo se formos audazes na captação de novos patrocinadores que aparecerão quando virem que vale a pena investir no ciclismo. Roma e Pavia não se fizeram num dia. É preciso reflectir mais e melhor no que se quer para o ciclismo antes de atirarmos a toalha ao chão quando subimos da terceira divisão para uma divisão de honra. Parabéns ao ciclismo português por esta nova era.

Jorge Garcia

NR: o passaporte biológico não vem prejudicar as equipas nacionais, só que este valor é excessivo para o retorno que as equipas nacionais necessitam. Pagar esta importância valor só pela participação nestas duas provas consideramos excessivo e abusador.

2 comentários a “Ciclismo nacional começa a dar o grande salto”

  1. Pois, a Volta a Portugal… goodbye ProSeries. Fica no mesmo escalão da Volta ao Ruanda, é o que é. A Podium conseguiu, em poucos anos, destruir completamente o prestígio da nossa corrida. No estrangeiro, ninguém quer saber dela para nada. O que se compreende, porque as equipas que cá vêm, são tão fracas que até parece anedota. O ciclismo português está nivelado por baixo. Assim, caminhará rapidamente para o ridículo. Tipo ciclismo de 3.º mundo. Uma espécie de ciclismo secreto, pois, além-fronteiras, ninguém quererá saber da Volta para nada. Uma lástima autêntica

  2. O ciclismo nacional só começa a ser visto de uma maneira positiva a nivel internacional quando o passaporte biologico entrar em vigor.

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