Um fim de semana diferente proporcionado pela Rota da Filigrana

O fim de semana que hoje termina, foi marcado pela organização da Rota da Filigrana, um evento com três componentes distintas, que pretendeu dar uma nova visão ao que é habitual no nosso ciclismo.

Juntou no sábado a totalidade das equipas profissionais, para a disputa de uma clássica bem disputada, cuja média foi superior a 43 kms, nesse mesmo dia à noite, uma tertúlia com muita gente do ciclismo, contou histórias e um ” empurrão” para um novo desafio para 2020. Depois hoje, um pelotão de 140 ciclistas rumou da Póvoa de Lanhoso para uma prova aberta com 115 kms, num percurso de sonho.

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Um vencedor jovem foi positivo para a prova.

Pelo meio, uma nova visão competitiva: uma única contagem do Prémio de Montanha, com o mesmo valor do vencedor da prova, e um prémio de igual valor para o melhor classificado das equipas de clube. Uma nova dinâmica, que pretende, de alguma forma, encontrar um novo caminho para o ciclismo nacional.

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Um pódio alegre com ciclistas rápidos.

Concomitantemente, o ciclismo serviu como trampolim para a divulgação de uma arte ancestral, fazendo falar da Filigrana, unindo dos dois concelhos certificados para esta arte, Gondomar e Póvoa de Lanhoso, num projeto para três anos, alternando partida e chegada em cada ano.

E este terá sido o mote para uma prova diferente, ou pelo menos uma tentativa para dar uma pedrada no charco e reunir um leque alargado, num só fim de semana de atletas, clubes, entusiastas. Seria bom que a moda pegasse e que cada prova, deste tipo pudesse inovar e fazer algo de diferente, do que é normal. O ciclismo necessita de novos incentivos e reunir cada vez mais os seus adeptos, esta poderá ser um saída.