Numa Volta sem ataques, Rodrigues rematou o óbvio e venceu bem

Muito embora Joni Brandão se possa admitir ser o ciclista mais completo do ciclismo nacional, o triunfo de João Rodrigues nesta Volta a Portugal, acaba por premiar a equipa mais forte, antecâmara preparatória para o triunfo do ciclista algarvio.

Com um C/R muito técnico, com muitos altos e baixos, Rodrigues tinha vantagem, dada a sua garra, a raiva , o forte apoio do público, e ainda por cima, a responsabilidade de não desiludir milhares e milhares de adeptos. O seu triunfo, quanto a nós, também se pode considerar justo. Venceu na Torre, teria triunfado na Senhora da Graça e venceu no C/RI, por isso Joni Brandão não se pode queixar, deixou passar o seu terreno, onde não ganhou tempo, e não era no C/R que iria ganhar os segundos perdidos. Por tudo isto, João Rodrigues venceu bem.

Numa Volta incaraterística, Brandão não atacou na Torre, nem na Senhora da Graça e, por seu turno, a W52-FCPorto também não o fez, ao longo da Volta. Terá sido um pouco mais atrevida que a Efapel, mas o risco assumido pelas duas equipas, naturalmente que só poderia premiar uma, neste caso o FC Porto, quanto á Efapel não se pode queixar.

Em termos coletivos, e de conjunto, quer a W52-FC Porto quer a Radio Popular-Boavista foram os conjuntos mais fortes, mais coesos, contudo ambas as formações não traduziram na pratica esta supremacia.

Numa moldura humana indescritível, a RTP nem por isso traduziu em imagens a grandiosidade do evento, quer na cidade do Porto, com uma câmara fixa a marcar incessantemente imagens da partida, despida de público, quer ao longo da Volta, sem imagens do povo e a sua forma peculiar com que recebeu o pelotão, e foi pena.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *