Cá por nós, Alaphilippe deu alma e cor ao Tour

Por muito que se queira, os arautos da verdade, têm os seus vatícinios, muitas julgados de forma empírica, alicerçados em pareceres, em especial numa modalidade como o ciclismo, em que o tema doping tomou conta das suas notícias, em especial para os Orgãos de comunicação social, a maior parte deles sem espaço noticioso para os verdadeiros feitos dos seus atletas, mas com páginas abertas para tudo que sirva para, de alguma forma denegrir a modalidade.

O ciclismo tem esta particularidade de estar sempre a ser prejudicado com notícias infundadas, e abrir sempre as suas portas , mesmo aos maiores indesejáveis. Isto não acontece no futebol, por exemplo, porque quando alguém escreve mal deste ou daquele clube, em especial dos chamados três grandes, é melhor prevenir-se, de modo que o melhor é não publicar notícias menos positivas.

Uma das maiores imprevisibilidades jornalísticas é exatamente a suposição, que nunca deveria fazer parte de um jornalismo que se pretende científico, logo baseado e centrada em métodos mais avançados que o método empírico. Quando se supõe que esta ou aquele ciclista obtém resultados, que alguns julgam ser pouco prováveis deste os alcançar, a suposição vem ao de cima.

Poucos são os que preferem atribuir o mérito – por vezes é mais fácil supor – colocando em duvida resultados comprovados por uma bateria de controlos, isso sim, um método bem científico de comprovar os resultados obtidos por este ou aquele ciclista. Julian Alaphilippe comanda, e bem, este Tour. À partida talvez até o próprio ciclista não se visse nesta situação, mas num Tour tão aberto como este, o triunfo está ao alcance apenas de um grupo de grandes ciclistas, onde o francês está incluído. Cá por nós, Alaphilippe deu alma e cor ao Tour e só por isso merece a nossa admiração, pelo seu caráter, pelo seu sofrimento, pela sua tenacidade e por querer ir cada vez mais longe. Isso obtém-se trabalhando, sofrendo, cerrando os dentes aguentando as dores musculares e acabando muitas vezes as etapas com a boca a saber a sangue. Mas isso são coisas que poucos, muitos poucos percebem, porque são poucos os que sabem o que é o ciclismo, e o que sofrem os grandes campeões.

1 comentário a “Cá por nós, Alaphilippe deu alma e cor ao Tour”

  1. Vamos fazer uma corrente positiva para ele ser campeão em Paris.

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