Casimiro um triunfo de uma carreira que merece mais

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Henrique Casimiro é um dos ciclistas mais regulares do ciclismo nacional, dividindo muitas vezes as suas prestações, como grande “équipier “, mas também como ciclista capaz de assumir a liderança e chefia de uma equipa, nas grandes provas.

Hoje, na chegada ao alto do Montejunto, que já tinha vencido o ano passado, cerrou os dentes e atacou no momento certo, na altura mais dura da etapa, aguentou com os seus companheiros de empreitada, alguns ficaram para trás e só José Neves o conseguiu acompanhar.

Um dos poucos alentejanos do pelotão, 33 anos, Casimiro já tinha sido terceiro em 2013, segundo o ano passado no Prémio J. Agostinho, foi segundo em 2017 na Vuelta Castilla e Leon, mas nunca tinha ganho. Hoje, deve sentir-se satisfeito, depois de tantos anos a roçar a vitória e a trabalhar para tantos outros ciclistas, acabou vencedor, e bom vencedor. Porque às vezes ganha-se sem mérito, mas hoje o ciclismo saiu também vencedor. Houve emoção, muito público, muita competitividade e… muito sofrimento. Casimiro venceu bem, numa prova que , também, terminou bem.