Sagan, de regresso aos triunfos – só faltou mesmo voar

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Peter Sagan quase voou para a vitória. ( Foto Le Tour )

Peter Sagan ganhou, com relativa facilidade a quinta etapa do Tour, num sprint em que não teve grande parte dos melhores velocistas a fazer-lhe sombra. As dificuldades do dia, o início de contagens do PM mais duras, encarregaram-se de fazer a seleção natural, e o seu triunfo acabaria mesmo por ser … normal.

O grande trunfo de Sagan, nos seus contínuos triunfos na camisola verde da prova mais importante do mundo, tem este ponto importante: Sagan consegue discutir com os melhores sprinters mundiais algumas das etapas mais rápidas, mas é o único de todos que consegue ultrapassar um grau de dificuldades médias, com relativo à vontade, somando pontos continuamente. Em boa verdade, Peter Sagan não é ciclista mais rápido, mas é sem duvida o mais regular de todos. Por isso, hoje marcou posição, assumiu-se como o mais provável vencedor da classificação por pontos, o que é importante para o ciclismo: é que Sagan é um dos ciclistas com maior número de fãs no mundo.

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Quem parece seguir as pegadas de Sagan é o belga Wout Van Aert. Foi segundo, comanda na juventude, mas é um ciclista muito parecido com as caraterísticas do ciclista da Bora. Muito rápido, tem, contudo uma maior vantagem : faz bons c/relógios e será, já em 2020, com toda a certeza um sério candidato ao triunfo na camisola verde.

Alguns dos melhores sprinters, como Ewan , Groenevegen, Kristoff ou Viviani, isto para falarmos nos mais conhecidos, preferiram não apostar na etapa de hoje, poupando forças para os sprints seguintes, terminando a etapa bastante atrasados. Numa prova de três semanas e em que os objetivos individuais pesam, tudo é pensado ao pormenor e o desgaste reduzido ao mínimo.

A etapa foi marcada por uma fuga de quatro elementos Tim Wellens (Lotto-Soudal) . motivado para reforçar a sua liderança no prémio da Montanha, Simon Clarke (EF Education First), Toms Skujins (Trek-Segafredo) , que viria a ganhar o Prémio da Combatividade e Mads Würtz (Katusha-Alpecin).

Na parte final da tirada, foi altura para os portugueses vibrarem por alguns momentos, com o forte ataque de Rui Costa, faltavam sete kms para a meta, em Colmar, sendo alcançado a dois kms para o final. A sua vantagem nunca ultrapassou os 13 segundos .

De resto tudo na mesma, no que toca à geral individual.