José Mendes … de novo campeão nacional

A prova rainha dos Nacionais de Melgaço, poderia ser contada como a história dos “Ses”, isto a avaliar pelo resultado final, muito pouco provável à partida, se considerarmos a existência de uma bolsa de potenciais apostadores, os populares “bookmakers” na Bélgica.

José Mendes é o novo campeão nacional, num mano a mano com Ricardo Mestre, numa velocidade quase imprópria para cardíacos : a linha de meta estava cinquenta metros depois de uma viragem de 90 graus, antecedida por uma rampa de 300 metros, mesmo a empinar, e onde a velocidade era mesmo reduzida.

Mas contemos como estes dois ciclistas discutiram entre si o título: Mestre atacou um pouco antes dos ultimos dois mil metros, ganhou cerca de 15 segundos que foi conservando, na sua peugada saiu José Mendes que ficou entre Mestre e o grupo reduzido de ciclistas, onde se pensava iria sair o novo campeão nacional. Mendes foi-se aproximando de Ricardo Mestre, que ultrapassou já no paralelo da meta e, das duas uma : ou Ricardo Mestre não se apercebeu da chegada do ciclista do Sporting, ou estava completamente arrasado. No grupo que chegou escassos segundos depois, e onde apenas restava sprintar para o terceiro lugar, António Carvalho ficou com a medalha de bronze. Os outros, e mesmo a segundo e terceiro não fazem parte da história futura dos nacionais , pois só o campeão conta, e esse, perante a surpresa geral, foi mesmo José Mendes.

O Campeonato começou em Castro Laboreiro e foram 28 kms sempre a descer. Sol no alto do Parque da Peneda Gerez e um nevoeiro na chegada a Melgaço, onde , curiosamente, Ricardo Mestre lutava para permanecer nos lugares traseiros do pelotão , na entrada da sede do concelho melgacense.

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A fuga do dia foi protagonizada por seis ciclistas, mas só dois foram mais longe : Domingos Gonçalves e César Fonte. O primeiro, titular o ano passado causou a admiração, deu espetáculo, mostrou-se, mas liquidou aspirações para renovação do título. No pelotão um outro “estrangeiro ” dava nas vistas. Puxou duas voltas reduziu a escapada, ou pelo menos manteve-la à distancia, Nelson Oliveira também, se mostrou e depois tal como Domingos ficava arredado pela discussão pela posse da tão almejada camisola.

Domingos Gonçalves e César Fonte ainda entraram na ultima volta à frente com cerca de 55 segundos, o Sporting sem nenhum ciclista na frente perseguia mas a diferença não diminuía e foi a Efapel que neutralizou a escapada, poucos quilómetros antes do início da dificuldade acrescida da ultima volta, onde duas rampas poderiam fazer a diferença. Esperava-se por um ataque de Joni Brandão, nada. Esperava-se por ataque de José Gonçalves, nada . Esperava-se por um ataque da W52 FC Porto e este surgiu por intermédio de Ricardo Mestre. Depois foi a saída de José Mendes. Esperava-se por um contra ataque da W52-FCP para neutralizar o leonino, e defender Mestre mas ninguém se mexeu. Daniel Silva ainda tentou mas não conseguiu e mais uma vez nada.

Os Nacionais chegavam ao fim. Os super-homens ficaram pelo caminho. José Mendes e o Sporting estão de parabéns, ambos inauguraram o seu ciclo vitorioso.

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