Tour: gigantismo é bom ou é mau

Na próxima semana as pessoas que gostam de desporto irão, com toda a atenção, desfrutar das belas imagens que o Tour proporciona, numa transmissão única, que alia o desporto ao que de melhor a França tem, em termos de oferta turística.

Transformado no maior espetáculo desportivo do mundo, o Tour conseguiu um estatuto de tamanha dimensão, que a sua organização não tem paralelo, com qualquer outro evento de nível mundial. Tudo é pensado ao pormenor e a sua pesada máquina coordena uma equipa e estrutura móvel que mobiliza milhares de pessoas diariamente, e que não tem paralelo com qualquer outro evento.

O gigantismo do Tour, porém, não é muito apreciado pelos puristas do ciclismo, que vêm na prova francesa a negação da essência do ciclismo. Na verdade, no Tour há demasiadas portas fechadas. Primeiro são os ciclistas blindados nos seus luxuosos e por vezes arrogantes autocarros, depois os acessos às zonas nobres da corrida estão vedadas e é com muito custo que conseguem “tocar” no seu ciclista preferido e muito mais difícil o autógrafo tão desejado. Conseguir um crachat no Tour, é uma grande façanha.

O ditado do Tour. Saber a história do maior evento de França, faz parte da cultura de todo um povo. O Tour faz parte da história moderna do povo francês e é considerado como um património da sua identidade.

Com o alargar das transmissões televisivas, avidamente exploradas ultimamente pela Discovery Channel, proprietária da Eurosport tem permitido aumentar essa popularidade. Invariavelmente ouvimos um público variado, de todos os extratos sociais, afirmarem que não perdem a transmissão das etapas do Tour e já conhecem o nomes dos seus ídolos e dos ciclistas preferidos, e sabem quem são os possíveis favoritos e é isso que iremos “provocar” no próximo artigo com a opinião, nem sempre aferida pelos leitores. Esperamos, pelo menos, provocar o “diálogo” e aumentar as opiniões.