João Cabreira ilibado pelo Conselho Jurisdicional da Federação

O Conselho Jurisdicional da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) deu provimento ao recurso do ciclista João Cabreira, livrando-o da suspensão que fora decretada pelo Conselho de Disciplina por alegada utilização de métodos de viciação de análise antidopagem. Desconhece-se o acórdão do órgão de recurso da FPC, sendo apenas do domínio público um curto comunicado federativo enviado à Agência Lusa,  informando que “o Conselho Jurisdicional da UVP/FPC decidiu dar provimento ao recurso apresentado pelo corredor João Cabreira e revogar a decisão recorrida pelo Conselho Disciplinar, absolvendo-se o corredor”.

“Apetece-me dizer tanta coisa… Fico contente por ser reposta a verdade depois de toda a injustiça que foi feita comigo. Espero, finalmente, correr com a camisola de campeão nacional no Grande Prémio de Paredes”, reagiu o ciclista que ainda não estreou em 2009 o símbolo de campeão, pois o campeonato, em virtude de o processo estar a decorrer, ainda não foi homologado.

O presidente da FPC, Artur Lopes, garante que desconhece o acórdão. “Só tomei conhecimento da decisão do Conselho Jurisdicional e não tive acesso ao acórdão. Como se vê, eu não decido nada. Os órgãos da FPC são independentes e tomam as suas deliberações”, frisou o dirigente, citado pela Lusa.

João Cabreira baseou o recurso no facto de ter sido “acusado de utilizar uma substância que não fazia parte das listas de produtos proibidos” e “através de métodos antidoping não homologados pela Agência Mundial Antidopagem”. O Conselho Jurisdicional deu provimento a estas alegações.

Este é o segundo processo, em cerca de meio ano, no qual João Cabreira acaba ilibado pelo Conselho Jurisdicional, depois de previamente ser suspenso pelo Conselho Disciplinar. No anterior caso, o corredor era acusado de fornecer uma morada falsa para escapar a um controlo surpresa. Na altura, aquando da absolvição de Cabreira, o presidente do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) director do Laboratório de Análises e Dopagem, Luís Horta, anunciou a intenção de recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto Agência Mundial Antidopagem.  No processo hoje tornado público também é essa a via que resta ao CNAD se pretender uma revisão da decisão, pois dentro da FPC não há mais hipóteses de recurso.

14 comentários a “João Cabreira ilibado pelo Conselho Jurisdicional da Federação”

  1. Boa tarde a todos, e engraço esta decisão do CJ da federação, em alguns casos esse mesmo CJ veêm dizer que “NÃO CONSTITUI LEI OU REGULAMENTO” e que não podem alterar a decisão da 1ª instância, em outros casos já sabem tomar uma decisão e ai então contrariar a primeira decisão que foi tomada. Afinal de contas o CJ da federação “CONSTITUI O NÃO LEI”? É o não igual a lei e o regulamento para todos os ciclistas?? Desculpem lá mas está federação nossa senhora até mete nojo isto é lamentavel, acho muito bem que se combata o doping mas que seja igual para todos e não andem a culpar uns para que outros andem no bem bom.

  2. Esta de o Presidente da FPC dizer que desconhece o acordão até dá para rir ele nunca sabe de nada é quase como dar ordens ó selecionador para não combocar certos atletas

  3. Se o CJ decidiu com base nas duas alegações referidas pelo João Cabreira, tomou uma decisão com pés de barro, que o recurso da AMA para o TAS anula sem dificuldades. O João Cabreira alega que não tomou nenhuma substância que faça parte da lista de substâncias proibidas. Mas nunca esteve acusado disso, porque o processo que foi-lhe movido alegava que ele viciou uma amostra antidoping. Estava acusado de um comportamento e não de ter ingerido uma substância. Por mero acaso esse comportamento recorria a uma determinada substância, mas o que estava em causa era o ter alegadamente feito uma coisa e não como a fez.
    O Cabreira diz também que protestou porque não foram observadas as normas da AMA. Não sei se o CJ tem competência técnica e científica para saber se um trabalho científico cumpre as regras científicas a que está obrigado. Mas sei que a AMA deu assessoria jurídica e científica ao processo movido contra o ciclista. Não me parece que a AMA ajudasse a violar as suas regras nem alguém conheça melhor as regras da AMA do que a própria AMA. Muita água ainda vai corre por baixo da ponte.

  4. Desconhecendo ainda os fundamentos desta decisão, vou partir do princípio que o CJ aceitou os fundamentos do ciclista, e que esta “absolvição” se deve a questões formais e não a questões de facto.
    Se assim é, eticamente, é um ultraje ao pudor. Na prática, acabou de ser legalizado o recurso ao doping no ciclismo em Portugal, desde que mascarado com qualquer protease. Qualquer um que queira fazer batota pode alterar as amostras sem que isso seja considerado motivo para castigo.
    Vou exemplificar com um caso ocorrido e abafado há cerca de 15 anos numa equipa de futebol masculino. Um jogador teve um controlo negativo, mas estranhamente estava, segundo as mesmas análises… grávido!! Perante tal ocorrência, mesmo sendo evidente que a amostra não era dele, não há motivo para castigar este jogador. A gravidez não é proibida pela AMA, nem os métodos da sua detecção estão homologados por esta instituição, se bem que sejam totalmente aceites pela comunidade científica.
    Acaba por ser uma decisão que pode ter validade jurídica, mas do ponto de vista ético e desportivo é patética, perigosa e abre um grave precedente.

  5. Surpresa? Só para quem esteja de má fé ou seja, simplesmente ignorante. E estes são desculpáveis porque, em princípio, não sabem porque não têm os meios para saber. O Conselho de Disciplina – qualquer Conselho de Disciplina – rege-se por regulamentos próprios da sua Instituição e é formado por um qualquer lote de pessoas, a que não nego boa vontade. O Conselho Juriscicional é composto, ou presidido por um Magistrado e zela para que sejam cumpridas as Leis. Há uma ‘pequenina’ diferença entre… Regulamentos e Leis. Se a Lei não é cumprida, o CJ não pode deixar de fazer vingar o seu (superior) peso dentro da Instituição. Porque nada, nada se sobrepõe à Lei. Graças a deus, digo eu que sou assumidamente agnóstico! (P.S.: Como, aparentemente, os meus comentários neste Fórum – que se gostaria Público – são, ou estão ‘proíbidos’, guardo cópia que me reservo a publicar onde quer que o aceitem. Calar, não me calam!…)

  6. mais uma saída airosa da FPC ! já não há pachorra…
    quando é que esses senhores largam o tacho ? já cheira a esturro…

  7. Vocês acham que o assunto está resolvido ? A justiça pode tardar mais surgirá.
    E a verdade é como o azeite.
    Tenham, portanto, calma nos festejos … administrativos. Porque a consciência, essa, certamente não terá grandes motivos para festejar.

  8. soube agora que acabou o stock de ENO digestivo na farmacia de campolide e da farmacia perto do estadio universitario…..

  9. Sao estas noticias que faz calar a boca a muita boa gente que quer estragar o ciclismo nacional. Mas muitas mais injusticas vou aparecer. A todos injusticados, tenham coragem e nao desanimem…lutem

  10. Grande Cabreira estou ctg e espero ver-te agora poderes correr com a camisola de Campeao Nacional aquela que ninguem na federaçao te queria ver com ela..

  11. esse luis horta é um infeliz, só está a dar cabo do ciclismo, que se vire para outra modalidade.
    agora deviam de pagar tudo por estragar a vida ao cabreira. força campeao nacional

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