O Giro é mesmo uma prova difícil de vaticinar um vencedor

Roglic é um nome simples, curto, fácil de pronunciar, e que entra no ouvido das pessoas. Curto e intenso como os grandes campeões: Coppi, Merckx, Froome, ou Armstrong.

Com 29 anos, o esloveno já não é um jovem, mas é um ciclista que tem vindo, desde 2017, ano em que venceu a Volta ao Algarve, a afirmar-se como um dos melhores ciclistas do mundo, aliando a sua versatilidade ao figurino de provas tão distintas, como o Tirreno Adriático, a Volta à Romandia ou o UAE Tour, provas que venceu este ano, e de forma muito categórica. Por isso, quando muita gente, incluindo JC, o apontou como o principal candidato ao triunfo final, teve em atenção essa sua enorme potencialidade, que o define como um bom trepador, um exímio c/relogista, um bom rolador e até um finalizador razoável em pequenos grupos.

Primoz Roglic (Jumbo-Visma)

O esloveno é, sem duvida, um dos corredores mais completos da sua geração e que raramente falha nose objetivos.

Vencedor do C/R m na nona etapa do Giro, com um terço já cumprido , a sua vantagem sobre os principais adversários é grande e difícil de recuperar e, disso já se apercebeu Simon Yates que hoje já veio apelar que todos devem atacar Roglic, ele que, no principio do Giro quase se julgava imbatível.

Ainda falta muito para que a prova se conclua, a ultima semana será decisiva, e tal como o disse Luis Gonçalves, num artigo hoje publicado, será, quem sabe, Vincenzo Nibali o homem mais perigoso para Roglic ?

É difícil de vaticinar numa prova tão complexa, tão imprevista como o Giro, sem duvida das três grandes provas a mais inesperada e a que provoca grandes inconstâncias nos ciclistas. A chuva, o frio, a neve, as montanhas duras e inclinadas, as descidas e estradas perigosas, altamente deslizantes e traiçoeiras são ingredientes que tornam o Giro difícil de vaticinar, com alguma certeza um potencial vencedor. Para já, Roglic superou os seus adversários, cilindrou-os mesmo, vamos esperar pelo resto.