Quo vadis Itália

Três equipas italianas, das mais modestas deste pelotão do Giro, marcaram boa parte da etapa com uma fuga de vários quilómetros.Tendencialmente, a pouco mais podem chegar estas equipas. À exposição das fugas, metas volantes, com sorte para alguma delas uma etapa ou uma classificação secundária. São as três equipas italianas presentes no Giro.

Em 1998, quando venceu Marco Pantani, das dezoito equipas presentes, mais de metade eram italianas, nomeadamente a equipa do vencedor da geral, a Mercatone-Uno, ou a Saeco do papa etapas, Mario Cipollinni.
Cerca de vinte anos marcam uma diferença brutal no ciclismo italiano, sem equipas Worldtour e com algumas continentais profissionais de qualidade duvidosa. Vale-lhes serem italianas para participarem no Giro, o que não é criticável. Para além do mais acabam por ter uma função importante. Às vezes são estas equipas que contornam a monotonia a que estão destinadas estas grandes etapas.

Continuam a existir bons ciclistas italianos, mas, à semelhança dos melhores portugueses, todos emigrantes. E se em Portugal essa sempre foi uma tendência, em Itália, um dos países pátria do ciclismo, torna-se estranho.

Os italianos não estarão isentos de culpa, mas, as novas regras da UCI, serão ainda mais madrastas para o ciclismo italiano. Não é positivo para o país do Giro, do Milão São Remo, do Giro da Lombardia ou da Strade Bianche, de Fausto Coppi, Gino Bartali, Marco Pantani, Alfredo Binda ou Nibali. Mas para esta UCI, tudo isto, parece ser indiferente no ciclismo.
Luís Gonçalves

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