Recordar Aquilino Ribeiro um beirão de referência

Estamos no Prémio das Bieras e, talvez por isso não devemos esquecer um dos maiores nomes da região beirã.Não devemos esquecer os nosso nomes, os grandes nomes da nossa literatura, de muitos homens que escreveram direito por linhas direitas, que deixaram referências, que lutaram pela liberdade mas, sobretudo, pela sua região. De memórias vivemos e viveremos, se queremos conservar o nosso sentido de cidadania, se queremos conservar viva a nossa língua, conservar os nossos usos e costumes.

Beirão dos sete costados, Aquilino Ribeiro, nasceu em Sernancelhe e viveu muitos anos em Moimenta da Beira, foi um dos maiores escritores da primeira metade do século XX, retratando nas suas obras com um estilo muito peculiar, o purismo do léxico beirão, bem evidenciado em obras como o Malhadinhas, uma obra de arte da nossa literatura.

Um pequeno excerto sobre o Juíz de Barrelas:

Vi e não vi; sei e não sei; corra a água ao cimo; deite-se o fogo à quei­mada; dê-se o laço em nó que não corre, etc. Por tudo isto e em face da plena pro­vado pro­cesso cons­tante, con­deno o réu na pena de morte, mas dou-lhe cem anos de espera para se arre­pen­der dos seus peca­dos. Cumpra-se. O Juiz de Barrelas”.