Na frente nada de novo: João Rodrigues consagrado em Évora

Quando o pelotão cortou a meta em Évora ficaram para trás cinco belas jornadas de ciclismo, um vencedor inesperado ( a W52 – FCP apostou sempre em Alarcon), mas cima de tudo uma prova bem disputada, a que faltaram alguns ingredientes.

Voltemos ao vencedor, João Rodrigues que esteve sempre na penumbra de Alarcon, obteve um triunfo que não espantou, o algarvio já não é uma revelação , é já uma confirmação, e não andaremos longe da verdade se, neste momento, não for o melhor ciclista nacional e o melhor da sua equipa, ou pelo menos o que dá mais garantias.

Polivalente, o algarvio demonstrou potencialidades em todas as frentes, com especial destaque para o C/R, especialidade que o distingue entre os melhores no nosso país e, numa prova que só podia ser decidida no C/R , o jovem do FCPorto não perdeu oportunidade de obter o seu primeiro grande triunfo como profissional e, ao mesmo tempo,  dar a primeira vitória à sua recém promovida equipa continental profissional.

Batalhador, irreverente procurando renovar o seu triunfo de 2018, foi Luís Mendonça. Lutou de igual para igual, ganhou  no seu terreno, e não era obrigado a ganhar no C/R, onde apesar de tudo foi segundo, suplantando nomes como Raul Alarcon, Alejandro Marque ou  Tobias  Foss.

Ao longo da prova, pensamos mesmo que os dois homens foram  os nomes da Alentejana, entrecortado aqui e ali pelos britânicos, com destaque para Gabriel Gullaigh, muito rápido , para o neozelandês James Fouch e uma palavra também para Tobias Foss, fosse o C/R só a rolar e o triunfo, certamente não lhe fugiria . Referimo-nos a estes, pela sua juventude e pelo futuro que têm à sua frente, já que o espanhol Enric Sanz, vencedor de três etapas, já teve o seu apogeu nos tempos da Movistar.

Uma prova agradável, mas com pouco sabor, faltando-lhe ingredientes : bonificações e , pelo menos, um dia intenso de montanha : não há, procurem-na. Uma prova como esta não pode ser escalonada na geral individual por um C/R.

Classificação: