Britânicos comandam em todas as frentes – etapa para Gabriel Gullaigh ( Wiggins)

Houve mudança de amarela, houve emoção, diríamos que houve ciclismo, desde o início até final. Houve inconformismo, haverá no final alegria para muitos e desalento para alguns.

O triunfo foi britânico Gabriel Gullaigh ( Wiggins) levou a melhor em relação ao que tem sido o melhor português em prova todos os dias, Luís Mendonça, mas a etapa começou logo muito forte com uma tentativa de Tiago Machado. O sportinguista está ferido no seu orgulho, sabe-se que é um  homem de antes quebrar que torcer, mas também se sabe que não está a atravessar bom momento. Mesmo assim lá partiu à aventura com mais dois ciclistas que se lhe juntaram. A fuga ficou na frente do pelotão durante uns bons dez kms e pouco vantagem  conseguia em relação ao pelotão.

Outro inconformado arrancou, James Touche da Wiggins, juntou-se aos homens da frente e a escapada ganhava alento. Chegou aos 4.30 e os homens da Euskadi não deram mais abusos controlando  sempre ao nível dos três minutos, procurando ter os homens da frente na mão. E veio a montanha, em Montemor, uma pequena elevação de cem metros de desnível, Touche ganha a contagem e desinteressa- se da fuga, voltando tudo à primeira forma.

O FC Porto ainda tentou tentou um abanico, mas o mais que conseguiu foi dividir o pelotão em dois, com os mais fracos e menos preparados a ficarem para trás. Nenhum homem importante ficou plantado.

Veio o sprint, que começou a ganhar balanço a cinco kms da linha de chegada, mas os homens da frente foram os mesmos de outros dias, com exceção de Enric Sanz que não aguentou um sprint bem mais rápido que em dias anteriores.   Mora recebia em apoteose os britânicos que comandam tudo: montanha, pontos, juventude e amarela. Como será amanhã ?

Classificação: