Arrábida esteve quase tudo…bem

A Clássica da Arrábida foi mais uma prova organizada pela FPC, que dotou a competição com um bom nível organizativo, patenteado por exemplo, pela apresentação cuidada dos carros oficiais da corrida, devidamente identificados, e mais uma vez, por uma organização que começa a ser pesada.

Um percurso bastante duro, com  dois troços de pedras e cascalho que poderão e deverão ser evitados, ou então que se encontrem verdadeiros estradões em macadame. Pergunta-se, contudo, o que tem a beneficiar a corrida com estas duas passagens ?

Variando os percursos, conforme a acordo estabelecido com as Câmaras Municipais da zona, a prova de ontem foi muito dura, com um troço de 20%, embora curto, que uma parte dos ciclistas percorreu em ziguezague.

Uma nota, contudo deverá ser mais cuidada pelas organizações de corrida. As informações dos ciclistas em fuga devem ser dadas o mais rapidamente possível, de forma a evitar o que aconteceu ontem. É inadmissível que um grupo de 16 fugitivos só tenha sido identificado, ou pelo menos informado aos diretores desportivos a sua constituição, quando já levavam 2′.16”. É verdade, mais de dois minutos é muito tempo e pode estragar uma corrida a uma qualquer equipa. Ontem, a fava calhou à equipa da Euskadi que teve de perseguir muito forte para neutralizar a escapada, acabando a equipa por  acusar o esforço para o resto da corrida.

Venha agora a Volta ao Alentejo. Outro organizador. Outro conceito? Pelo menos, as equipas amadoras nacionais ficam de fora, pelos vistos por falta de orçamento.