Deceuninck – QuickStep – uma máquina de triturar vitórias ?

Deceuninck – Quick-Step lanceert nieuw seizoen in Calpe

Não se esperava tanto , neste início de temporada, da equipa de Patrick Lefevere, que em anos anteriores tem vacilado nestas alturas.

Depois de perder Terpstra e Gaviria   dois nomes de peso na equipa, a Deceuninck-QuickStep revigorou- se e, ainda a temporada vai no adro,  já soma 14 triunfos, com oito ciclistas diferentes.  Será a nova QuickStep muito superior à do ano transacto ?

A questão não deixa de causar algumas pertinências, sendo que a causa primeira estará relacionada com o forte espírito de grupo que parecer reinar entre os membros da equipa, em que todos dão o seu melhor… para o ciclista com mais possibilidades de vencer.  Taticamente a Deceuninck poderá correr sem um líder nomeado à partida, mas sim com uma série de leaders e, consoante o desenrolar da corrida, assim adapta a tática ao ciclista com mais possibilidades de triunfar.

Isto parece que é fácil de executar, mas na verdade é difícil de aplicar, primeiro pelo grau de ambição que todos os ciclistas  têm, segundo porque é preciso um lote muito alargado de bons ciclistas.

As equipas belgas vivem muito para o “seu” ciclismo, talvez por fatores genéticos, nunca foram grandes nas provas por etapas, tirando Eddy Merckx poucos mais foram os  nomes neste tipo de provas. Já nas clássicas são indubitavelmente os melhores do mundo, a que não será alheio o facto de em toda a Bélgica se disputar praticamente mais de uma corrida por dia, durante todo o ano.

Talvez por isso, porque o público e fãs assim o exigem, os belgas apostam tudo nas clássicas, deixando para outras formações as provas por etapas. Na verdade, não é possível ver uma Sky, uma Movistar e outras formações fazerem o mesmo que a Deceuninck que agrupou, nas suas fileiras os melhores do mundo, neste tipo de corridas. Por isso, não será de admirar que com Gilbert, Stybar, Jungels, Lampaert, Sénéchal e homens leais como Tim Declerck, Pieter Serry, Iljo Keisse, Dries Devennys, as vitórias até sejam fáceis.

Mas a Deceuninck começou, também , a olhar para o outro ciclismo, onde Viviani ganha muito, Alaphilippe discute corridas de uma semana e Enrique Mas aspira a um lugar no pódio de uma das três grandes.O futuro também parece assegurado, quanto mais não seja, tem o mais querido ciclista do país, Remco Evenepoel.

Mas, atenção, as grandes clássicas ainda estão para vir, e a primeira é já sábado, A Strade Bianchi poderá mostrar outros ciclistas e outras equipas.