Ciclismo profissional precisa de um organismo autónomo ?

A ideia é antiga, talvez tenha mais de trinta anos, que falamos na possibilidade da Federação portuguesa de Ciclismo admitir que tem, no lote de inscritos uma série de equipas e ciclistas profissionais, e que estes deveriam ser geridos por um organismo que , pese a redundância, consiga gerir um setor que sempre andou à deriva.

A criação de um Departamento de Ciclismo profissional, ou um Conselho de Ciclismo profissional, enfim chamem-lhe o que quiserem, é urgente, quanto mais não seja,  para que o setor tenha alguém que o defenda, discipline, oriente, organize, mediatize e comercialize. Bem sabemos, que as diversas direções que passaram pela FPC não querem abrir mão de uma certa indefinição, que deixe as coisas em banho maria, mas chegamos a uma altura em que é necessário abrir caminho, até porque há muitas decisões que deverão ser tomadas e ficam na gaveta.

Se queremos um ciclismo profissional  mais organizado, temos que dar as mãos e encontrar o mesmo caminho,  que separe águas e encontre mais meios, para que o ciclismo profissional progrida, em conjunto com o ciclismo do escalão inferior.

O ciclismo profissional tem pernas para andar, mas para isso precisa de mais provas, de mais equipas nacionais, numa  mescla entre profissionais e equipas de clube, em que uns ajudem os outros, e que se definam regras, para que situações como as que as equipas de clube estão a viver, não possam acontecer. Alguém tem de legislar,  e enquanto não houver legislação que define o rumo dos acontecimentos, não há culpados.

É necessário entender quer Portugal tem um ciclismo muito peculiar, é um país periférico e que necessita de um calendário próprio, que sempre teve ao longo da sua existência. Não é possível , neste momento, concertar um calendário nacional, com o espanhol, por exemplo, deixando dois meses quase sem competições, porque os espanhóis não têm interesse nas equipas portuguesas, deixando um vácuo de difícil solução. Um calendário ibérico poderá ser uma solução, mas há que deitar os pés ao caminho e aventar uma hipótese de grande interesse para as equipas dos dois países.

Um calendário que possa agrupar algumas provas do escalão 1.1 , 1.2, 2.1. e 2.2. Em Espanha têm provas até abril / maio e depois temos nós a seguir uma série de provas que complementaria o calendário espanhol, enquanto em Espanha haveria provas que complementaria o calendário nacional.

A ideia fica no ar, já não digo no papel, porque isso já lá diz o ditado ” isso não passa do papel “.

Para dormir melhor uma música mais mexida, e com alguma solidariedade para com o Estado do Alabama, para terminar o dia: ( convém colocar auscultadores) :