Pogacar, Andersen, Groenewegen Antunes e Rodrigues nomes da Algarvia

Race leader Tadej Pogacar (UAE Team Emirates)

Um vencedor justo ? Dificilmente encontraremos um vencedor que faça o pleno de opiniões, haverá sempre quem puxe pelo seu ídolo ou não consiga despir a sua camisola afetiva. No final da Volta ao Algarve, e tendo em linha de conta, as cinco etapas, Pogacar mostrou, na verdade, que foi o mais forte de todos os competidores.

Primeiro esteve com os melhores, logo no primeiro dia, quando uma queda afastou muitos ciclistas da discussão da corrida. Na Fóia, um tipo de subida diferente do Malhão, mais longa, foi o mais forte. No C/RI foi melhor que os seus diretos adversários e cimentou a sua liderança. numa prova que muitos dizem ser a ” prova da verdade”.

No Malhão aguentou a pressão e os ataques perdeu algum tempo, que conseguiu controlar, tendo em linha de conta que não haviam bonificações. Foi, por isso, o mais forte e uma réstia de alento para mais um jovem, mesmo muito jovem, 20 anos, que poderá entrar na discussão de muitas corridas, daqui para a frente. Na verdade, quem vence no Algarve é, ou virá a ser, por força do passado, um nome grande do ciclismo mundial .

Soren Kragh Andersen crosses the line

Søren Kragh Andersen (Sunweb) foi um adversário de peso  e uma grande revelação também. Lutou até final, numa equipa claramente agressiva que tudo fez para ganhar, por isso foi um dos nomes da algarvia.

Se a nível de geral o esloveno foi o melhor, já nos sprints, o melhor foi sem duvida Dylan Groenewegen, dado que na primeira etapa, o sprint foi altamente condicionado pela queda. O holandês é mesmo forte e será, nas provas por etapas, um dos melhores do mundo.

Do lado dos portugueses, demonstrou um Amaro Antunes muito nervoso, muito ansioso, quer na etapa da Fóia, quer no Malhão a desperdiçar balas muito cedo, como se fosse possível atacar assim de tão longe e chegar ao alto de uma ou outra montanha, na frente da corrida. Desiludiu, só por isso, por ter sido algo ingénuo . O algarvio devia ter-se poupado e, talvez, os resultados tivessem sido outros.

João Rodrigues, para muitos uma surpresa, para outros nem por isso. Este algarvio, ainda pouco conhecido do público nacional, é na verdade, um bom ciclista, que reúne uma conjunto de qualidades que o catapultam com nível internacional, foi muito regular ao longo da prova. perdeu bastante no C/R, mas emendou nas etapas de montanha, recuperando um lugar entre os melhores, no Malhão e na geral individual.

A Volta ao Algarve terminou, ficando provando que , apesar dos resultados dos ciclistas lusos poderem  ser encarados pelo público, como modestos, estamos convencidos que, com mais rodagem não haveria tanta diferença. Nas etapas de montanha, os resultados, afinal, não foram assim tão maus quanto isso, bem melhores que a grande maioria das equipas de segunda divisão presentes na prova.