Público e nível competitivo marcou a Algarvia

O ultimo dia da Volta ao Algarve foi entusiasmante, pelo menos, para quem gosta de ciclismo, para quem gosta de desporto e vive a emoção da competição, e do público que a envolve. Uma competição com grande nível, mas sem público, sente-se que falta algo. Ontem, no Algarve, todos quantos gostam de desporto saíram satisfeitos de Loulé, abandonando uma competição de grande nível internacional, só equiparada com o rali de Portugal, já que o ténis de Estoril, esse falta-lhe tudo, emoção, competição e público.

Por isso, hoje , quando abrimos as páginas dos jornais e os telejornais dos diversos canais televisivos, sentimos que falta algo, de sério, de honestidade na informação portuguesa. É um tema que não valerá a pena falar, o que nos deixa satisfeitos, contudo, são as imagens da Eurosport e de toda aquela multidão, que fala por si, e que catapulta o ciclismo como uma modalidade de muito público e de grande interesse informativo.

A Volta ao Algarve é um evento caro, estes cinco dias de corrida  orçam em cerca de 500 mil euros, com transmissão em direto incluída na Eurosport, mesmo assim um valor muito longe do que gastam, por exemplo, a Rali de Portugal e, em especial o Torneio de Ténis do Estoril.

Muitas atividades  fizeram parte do programa, talvez a mais importante foi o Granfondo do Algarve, que teve a presença de  cerca de 900 participantes, que ajudaram a encher hotéis, ajudando, também, quem apoiou a iniciativa.

A organização não esteve nem bem nem mal. Cumpriu a sua obrigação, não houveram falhas, também não houve sumptuosidade, algumas etapas foram demasiado longas, principalmente as que foram discutidas ao sprint,  pelo menos uma delas deveria ter sido encurtada, provocando um maior índice competitivo.  Visitou-se o interior do Algarve, uma obrigação imposta por quem apoia, mas ficamos todos a conhecer melhor esse mesmo interior, a sua vegetação e as imensas estradas livres de automóveis, à espera de passeios de ciclismo, dos milhares estrangeiros que visitam o Algarve.

O Algarve terminou, esperemos que para o ano haja mais. Agora aproxima-se o Alentejo, que pena que o ciclismo não tenha, pelo menos, uma prova como estas duas  em todos os meses.