Vitõria sem espinhas de Groenewegen 

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Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma) foi o mais forte na chegada a Tavira e, nem mesmo um furo, a cerca de seis kms da meta, o apeou do pedestal. Recuperando  com a ajuda dos seus colegas de equipa, o holandês retomou o seu lugar no pelotão, numa altura em que os ciclistas rolavam em alta velocidade, faltariam entre 4 a 3 kms para o final.

Groenewegen,que o ano passado tinha ganho em Lagos, e já venceu este ano em Valência, é um dos ciclistas mais rápidos do mundo, e um dos sprinters mais temidos da nova geração, conjuntamente com o pequeno Caleb Ewan, que não está cá, e o maior obstáculo para o holandês foi o francês Demare. O francês, contudo, nunca conseguiu, apesar de bem colocado na roda do vencedor da etapa, ultrapassá-lo nos metros finais. É o que se chama uma vitória sem espinhas.

Se alguma coisa a etapa valeu, foram exatamente pelos últimos quinze kms, e pelas avarias de alguns ciclistas, que deram algum ânimo à caravana, que acordou da madorra de uma etapa, demasiado longa, sem chama, caraterizada por uma fuga de segundos planos, e controlado pelas equipas dos sprinters, que colocaram cada uma um ciclista na frente do pelotão, conjuntamente com mais da UAE, a equipa do camisola amarela.

Haverá algo mais a dizer ? Uma média baixa, com o pelotão a abrandar quando encurtava demasiado a distancia para os homens da frente. Demasiados para nada, que acabaram por proporcionar uma marcha certa, sem grandes problemas para ninguém. Atrasados, nem um sequer, apenas na parte final da etapa, alguns azarados, e pouco mais. Tiago Machado foi um deles. O sportinguista furou mas recolou rápido. Uma queda, envolvendo mais um ciclista World Tour, da Sunweb,  numa estrada larga e em reta, foi outro ponto a ser focado .

Na frente da corrida, a fuga do dia foi animada por Luís Fernandes (Aviludo-Louletano), Nikolay Mihaylov (Efapel), Jesús Nanclares (Miranda-Mortágua), Fábio Costa (UD Oliveirense/InOutBuild) e Oscar Pelegri (Vito-Feirense-PNB), chegaram a ter mais de seis minutos de avanço e que terminou a 20 kms do final.

Na frente da corrida continua Pogocar, que irá afrontar o primeiro grande desafio da sua carreira, como ciclista profissional, amanhã, na subida para o Malhão.

Classificação ( ver comunicado )