Pogacar confirmou no C/RI e reforçou liderança

Tadej Pogacar confirmou o seu triunfo na Fóia, assumindo-se, pelo menos , até ao momento, como o ciclista mais regular, mais consistente, enfim, o mais forte. Hoje no difícil e seletivo C/RI de Lagoa foi o melhor dos favoritos ao triunfo final, obteve o quinto lugar  a 17 segundos do vencedor, o suíço Stefan Kung (FDJ-Groupama).

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A luta pelo triunfo na etapa foi muito equilibrada. com os quatro primeiros a terminarem separados por menos de dez segundos. O campeão suíço de contrarrelógio, Stefan Küng cumpriu os 20 kms da etapa à média de 49,613 km/h.

Se tinha causado admiração, na chegada à Fóia, o esloveno é agora o grande favorito ao triunfo final, depois de Poels e Mas terem perdido tempo, para o jovem ciclista da UAE, estando agora ambos a mais de 30 segundos da liderança da corrida.

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Com duas etapas para cumprir, amanhã uma tirada para sprinters, resta a chegada ao Malhão par se dar a volta à Volta ao Algarve, mais vai ser difícil tirar a amarela ao vencedor do ultimo Tour de l’Avenir.

A Volta ao Algarve não está a fugir à regra de anos anteriores, revelando nomes para o futuro, Pogacar é mais um a ter em conta. Tem apenas 20 anos, fará 21 em setembro, é uma pérola já lapidada e será certamente mais um nome lançado pela prova portuguesa, que se revela, cada vez mais, como a prova das oportunidades que, este ano, teve uma participação com poucos nomes conhecidos do grande público. Os poucos que cá estão, estão agrupados no top ten, Poels e Mas, La Cruz lá estão nos seus lugares, incomodados por Pogacar, bem mais forte que os seus rivais, quer na montanha, quer na difícil arte do c/relógio, que deu a demonstrar uma diferença enorme, entre a realidade nacional e a legião estrangeira.

Se nas etapas montanhosas ainda vamos dando conta do recado, ombreando praticamente de igual para igual ( falta-nos rodagem equiparada aos que nos visitam), já nas etapas a rolar em que a força muscular faz diferença, esta é abismal. Bem mais musculados que os portugueses, os ciclistas estrangeiros têm ainda a seu favor um suporte técnico mais evoluído e na hora de colocar andamentos mais pesados  fazem a diferença. Resta-nos, no quadro de honra, Amaro Antunes. O algarvio bem pode ganhar a chegada ao Malhão, onde é favorito, tem fortes motivações para isso, mas já não dá, sequer, para um lugar no pódio.

Classificação ( ver comunicado noutro artigo)