Foi no Algarve que vivemos momentos únicos, só possíveis de viver, isso mesmo, no Algarve

A região do Algarve sempre se identificou com a ” sua” prova, a qual teve sempre uma projeção que a catapultou como uma das competições nacionais, que sempre soube resistir à erosão causada pelas inúmeras dificuldades, porque passaram muitas outras provas e organizadores. O Algarve nunca desistiu do ciclismo e da sua Volta, onde tem uma legião de adeptos mas, infelizmente, sem uma correspondência semelhante em termos de equipas e atletas.

Nomes grandes teve o Algarve, que começou em Jorge Corvo e atravessando gerações, tem atualmente bons nomes  de topo, como João Rodrigues, Amaro Antunes, Samuel Caldeira. Jorge Livramento, Ricardo Mestre mas, curiosamente, as suas duas equipas representativas, Louletano e Tavira não têm nesta Volta ao Algarve nenhum algarvio presente.

Isto para dizer que o Algarve vive o ciclismo de uma forma acesa, poucas regiões o vivem tão intensamente, mas que não tem a devida correspondência em termos de atletas, quer nos escalões de formação, quer a nível profissional. O Algarve tinha de ter mais equipas de formação, mais atletas , pelo menos em consonância com o ativo dos seus dirigentes e público.

Foi no Algarve que o ciclismo ganhou entusiasmo nos anos 80 e 90, com um elevado numero de equipas que então existiam, Sambrazense, Estói, Olhanense, Tavira, Louletano e outras que a memória se nos apaga . Foi no Algarve que conhecemos grandes dirigentes, o Zequinha, José Manuel Viegas, Zeca Teixeira, Brito da Mana, Julio Guerreiro recentemente o Rogério Teixeira que é o diretor desta Volta ao Algarve, mas que curiosamente ainda não vimos por aqui, tal como o Caliço.

Foi n o Algarve que víamos a pista de Loulé encher, para assistir ao C/R por séries noturno, que decidia normalmente o vencedor da prova.

O Algarve, porém, em termos de ciclismo sempre viveu de duas cidades, Loulé e Tavira, mas curiosamente sempre foi em Loulé que o ciclismo mais se debatia, e  dirigentes louletanos  mandavam na sua Associação , isto sem esquecer as tertúlias quentes no restaurante do Fernando Pescador, em que se discutia noite dentro os prognósticos da etapa do dia seguinte, tendo sempre como moderador o Fernando, hoje em dia fino que nem um pêro, sempre amparado por uma legião de amigos, dos quais saliento o amigo Engº Luis de Matos.

Foi no Algarve que vivemos  ( grandes ) momentos únicos, só possíveis de viver, isso mesmo, no Algarve.

JS