Volta ao Algarve a alavanca para o desenvolvimento turístico da região

Poderá ser um mau hábito comparar, principalmente quando eventualmente poderá haver alguma chauvinismo da nossa parte na avaliação.

Se o ciclismo espanhol começa a dar sinais de vitalidade, começando a recuperar do tempo perdido, quer ao nível da formação de equipas, quer no reacender de algumas competições, em Portugal a situação mantém-se regular, pelo menos em relação aos últimos anos.

Uma equipa portuguesa este ano conseguiu um lugar no pelotão da 2ª divisão, que só se torna positivo e justificável, se houverem provas que justifiquem a sua existência, enquanto a nível de equipas continentais, começamos  a dar sinais de vida, em especial no que toca a vencimentos,  comparáveis e até em muitos casos, superiores à grandee maioria das equipas continentais profissionais.

No início de época temos muito o costume de comparar o que se passa em Espanha e em Portugal, com os primeiros a vencerem à vontade, mas a perderem pontos todos os anos para os portugueses, e tudo por força da Volta ao Algarve . Já vai longe o tempo em que a totalidade das equipas se concentravam no sul de  Espanha, onde montavam os seus campos de entreinamento.  Hoje em dia, Portugal começa a ser referência para muitas das equipas que já escolhem o nosso país para estagiar, o que de certa forma começa a justificar, também, o investimento da Região de Turismo do Algarve e da própria Federação de Ciclismo.

A Volta ao Algarve foi a alavanca para todo o desenvolvimento turístico da região, com imagens distribuídas por todo o mundo, numa clara afirmação do nosso país como destino turístico . Por outro lado, e comparando, por exemplo, as Voltas ao Algarve e Andaluzia, disputadas na mesma data, aqui sim os portugueses levam vantagem, com um pelotão de 24 equipas, contra 19 de Espanha, 12 World Tour, contra seis em Espanha.

Lentamente, o ciclismo nacional começa a ser uma grande alavanca para o desenvolvimento turístico, e seria importante que outros organizadores, muito em especial a Volta ao Alentejo, começasse também a promover a sua prova, com eventos paralelos,. como um Granfondo, por exemplo, alargando turisticamente falando  a força do ciclismo nesta região.

Assim, em conjunto, se pode trabalhar em consonância com os interesses de uma região, e de uma modalidade.