Pantani: 15 anos de recordação, de um grande campeão

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14 de fevereiro de 2004, Itália, uma povoação de veraneio, com os seus hóteis e lojas fechadas, convertida numa cidade fantasma, como o são, em todo o mundo as estâncias termais, fora de época.

Em Rimini, os acontecimentos são nulos, nunca houve ao longo do seu historial muito para contar. Estranho, muito estranho, para quem estivesse atento, que um qualquer viajante por ali passasse e escolhesse aí pernoitar. Sozinho, agarrado às suas recordações de ídolo de toda uma nação, abandonado pelos amigos, que o não são, depois de terminada uma carreira de glória, o grande campeão escolheu Rimini, fugindo de tudo e de todos. Ignorado, banido, expulso do meio onde sempre viveu, por quem o deveria apoiar, chegou a Rimini para pernoitar numa modesta pensão, deprimido e abandonado .

O campeão do Tour, do Giro, das montanhas infindáveis, de um estilo único, inconfundível, de uma simpatia que fizeram dele um mito, com um cognome que ficou famoso, pelo lenço que usava na cabeça e que era uma das suas imagens de marca, era um hóspede estranho, inesperado, nesta época, para esta  pequena povoação fantasma.

Faz hoje 15 anos que Pantani desapareceu, mas as suas pedaladas montanhas acima, ficarão sempre gravadas na memória coletiva do ciclismo mundial. Desapareceu sozinho, deprimido, abandonado .Como muitos outros campeões, Pantani morreu assassinado, pelo esquecimento, pela indiferença com que o pequeno mundo  do ciclismo o ostracizou.