Provas de Abertura

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No próximo Domingo inicia-se, oficialmente, a época 2019. A chamada prova de abertura marca, inevitavelmente, qualquer época. Com alguma facilidade, ao longo do ano, nos lembramos do vencedor desta competição. Este ano, com um pelotão que podia ser maior à partida de Sever do Vouga, e com algumas estreias nestas lides, o que poderá fazer com que chegue ainda mais curto a Estarreja. São os regulamentos, a que o organizador também não concedeu condescendência.

De qualquer forma, inicia-se a festa do ciclismo. Num exercício temporal que nos apraz fazer, em relação à prova de abertura de 2019, recuemos à época 2009.

Ainda a prova se disputava em solo algarvio, por onde andou vários anos, e a 15 de Fevereiro desse ano de 2009, Theo Bos da Rabobank, levou a melhor sobre toda a concorrência. Manuel Cardoso, então na Liberty Seguros, foi o melhor português, na terceira posição.
Mas mais interessante do que saber quem venceu em Elites, talvez seja olhar para os outros escalões e para as respectivas provas de abertura, vendo o que seria, ou não, o futuro da modalidade.

Ora, em Sub-23, venceu Bruno Sancho, do Mortágua. Percorrendo a lista dos dez primeiros, vemos nomes que, actualmente, já pouco nos dizem, mas também lá estão César Fonte em sexto, Amaro Antunes em oitavo e Joni Brandão em décimo.

Nos Juniores, Daniel Freitas (Adrap) conquistou a abertura e dominaria grande parte da época. Na abertura, lá está Rafael Reis em terceiro.

Quanto aos Cadetes, vitória de João Leal (José Maria Nicolau). No top-ten, Luís Gomes em quarto e José Gonçalves em quinto.
Não esquecendo as Femininas, as vencedoras, Ester Alves (Elites); Filipa Queiroz (Juniores) e Ana Azenha (Cadetes). Aqui é mais difícil ainda encontrar alguém que ainda corra.

Resumimos, talvez com alguma injustiça, apenas uma prova de uma época longa, e onde outros que também são actualmente profissionais sobressaíram. Rui Vinhas, Nelson Oliveira, Domingos Gonçalves ou Luís Afonso já andavam pelos Sub-23. Frederico Figueiredo, David Rodrigues, Leonel Coutinho ou João Matias já andavam pelos Juniores.

Mas, na abertura, fazendo as contas aos dez primeiros de cada escalão, como será normal, as listas dos excluídos serão sempre bem maiores do que as dos incluídos no profissionalismo actual. E não raras vezes, os excluídos até são os que mais ganham durante o período formativo.

Luís Gonçalves