Santos Tour Down Under um oásis no deserto

Desde que o ciclismo acelerou o seu processo de globalização, a Austrália serve de ponto de congregação do epicentro mundial da modalidade, para o início de cada temporada.

É o clima e o facto de, nesta altura a temporada neste país longínquo  começar logo nesta fase do ano. Outros tempos, outros interesses e o ciclismo conseguiu nos países anglófonos uma extraordinária divulgação, com um potencial aumento de equipas, patrocinadores, provas e, sobretudo, novas ideias.

O Santos Tour Down Under que se inicia amanhã é, porque não dizê-lo, talvez a maior manifestação do ciclismo moderno, com uma série de inovações que deixam os tradicionais organizadores europeus em estado de choque.

Ele há de tudo um pouco, provas para miúdos, de bicicletas sem pedais, provas abertas, as partidas têm uma feira itinerante, onde as pessoas conseguem passar divertidamente todo o dia, enquanto aguardam pela partida, ou pela chegada dos ciclistas.

O público comparece aos milhares e o êxito está assegurado. Uma lição para quem tem tão poucos anos de ligação à modalidade, como o caso da Austrália.

A zona de partida é uma autêntica feira onde tudo relacionado com ciclismo se pode comprar. Exista, também, uma zona alargada de cafetaria e de almoços.

Street velodrome é a última inovação da prova. Está em cada partida e quem quiser pode experimentar. A organização disponibilizou também  bicicletas e capacetes.
Público e entusiasmo do comércio local são atributos da corrida.

 

Laurens de Vreese aproveitou a área da padock para tirar uma selfie com um koala.