Taffi e outros que tais

Andrea Taffi foi um reconhecido ciclista italiano dos anos 90, época dourada dos resultados inesperados. Venceu um Paris-Roubaix, um Tour de Lombardia e, em 2002 um Tour de Flandres.

Passou por várias equipas terminando a sua carreira em 2005, ao serviço da insuspeita Saunier-Duval de Ricco e outros que tais.

O italiano está bem de vida. Tem um empreendimento agro-turistico que lhe permite dispor de tempo e participar em eventos velocipédicos, como Grandfondos e deverá ter pensado que tem capacidade suficiente para participar na prova de ciclismo, considerada a mais violenta do mundo, o Paris-Roubaix.

Com 52 anos, o que poderá Taffi trazer de positivo para o ciclismo, muito em especial para o ciclismo dos milhões do World Tour ?

Pelos vistos, algumas equipas equacionaram a sua participação, e tudo parece indicar que a Dimension Data será a formação que acolheu a ideia de Taffi, permitindo assim a sua presença, na competição  de um dia mais mediática do mundo, pretendendo com isso, um retorno publicitário, que possa justificar os habituais maus resultados da equipa na prova.

O regresso de Taffi é o recordista ( a consumar-se) em matéria de idade será o maior de sempre, depois de um regresso de Moreno Moser para bater o record da hora aos  42 anos, depois de ter abandonado a modalidade por um período de dois anos, idêntico período de regresso para Cipollini, que ainda correu pela famosa equipa Rock Racing, isto sem esquecer o aparecimento e desaparecimento de cena de um certo vencedor de uma Vuelta a Espanha também com 42 anos, de apelido Horner , lembram-se ?

Dir-se -ia que eles não têm culpa, culpa isso sim tem, quem lhes permite participar numa prova de altíssimo índice competitivo, como o caso em apreço.

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