Ciclocrosse : alguns nomes que fizeram história

O ciclocrosse é uma das disciplinas do ciclismo que mais popularidade desfruta em dois países centrais em termos de Europa, a Bélgica e a Holanda, deixando fortes raízes na República Checa, mas sem conseguir uma grande popularidade pelo mundo fora.

Diremos que a sua prática oficial se confina a pouco  mais de meia dúzia de países, isto ao falarmos numa prática organizada, com um calendário competitivo e com ciclistas de alguma gabarito internacional, nos quais podemos incluir os Estados Unidos, França e, muito recentemente a Espanha, país que mais evoluiu nesta matéria, nos últimos dois anos.

Apesar de ser a Bélgica o país mais importante do mundo do ciclocrosse, aí são realizadas as principais provas mundiais, agrupadas em vários circuitos, com algumas  particularidades interessantes : praticamente todas são transmitidas em direto pela televisão, todas são realizadas com entradas pagas, e têm normalmente assistência superiores a dez mil pessoas.

Eric Vlaeminck sete vezes campeão do mundo.

Também foi na Bélgica que os grandes nomes do ciclocrosse fizeram história, começando a saga com os irmãos Vlaeminck ( Roger e Eric), passando por Erwin Vervecken, Niels Albert Seven Nys e mais recentemente Wout van Aert. Autêntico colosso do ciclocrosse foi Eric Vlaeminck que projetou a modalidade no seu país e foi sete vezes campeão do mundo.

Também na Republica Checa dois nomes deram nas vistas, o primeiro foi Radomir Simunek que lançou a e popularizou a modalidade no seu país e, mais recentemente Stybar, três vezes campeão mundial.

Van der Poel, o mais forte, mas sem o título de campeão do mundo, nos últimos três anos.

Apesar de tudo, a disciplina nos  últimos anos tem sido dominada, também, pelos holandeses, Lars Van der Haar é um nome importante, sem nunca ter sido campeão do mundo, enquanto Adrie Van der Poel campeão mundial elite, com idade sub-23, em 2015, mas que nunca mais repetiu a proeza, é o ciclista que mais provas ganha anualmente , mas que não tem conseguido materializar o seu domínio na prova mais importante: o campeonato do mundo, onde Van Aert vai somando títulos.

Atletas de eleição, van Aert e van der Poel são dos ciclistas mais bem pagos dos seus países, e em 2019 serão cabeça de cartaz em provas tão emblemáticas como o Paris-Roubaix e o Tour de Flandres.