Sonho de Tiago Machado roubado por corrida do outro mundo de Mancebo

O espanhol Francisco Mancebo (Rock Racing) ganhou hoje a etapa-rainha da Volta às Astúrias e roubou a camisola amarela ao português Tiago Machado (Madeinox-Boavista), que é agora segundo classificado a 28 segundos do ex-Fercase. Francisco Mancebo fez uma corrida do outro mundo, sendo o mais trabalhador da fuga do dia e tendo ainda forças para deixar todos os companheiros de escapada pregados à estrada nas últimas centenas de metros, pedalando para uma vitória em solitário, que lhe grantiu a camisola amarela. O português Nuno Ribeiro (Liberty Seguros) esteve em grande plano e foi o segundo na etapa, subindo ao quarto lugar da geral.

Numa etapa de alta montanha que ligou os Cafés Toscaf ao Alto de Acebo, na distância de 180 quilómetros, foi a descer que a corrida assumiu contornos que permitiram o desfecho da jornada. Passando na penúltima subida com uma vantagem de 2m55s sobre Tiago Machado, o grupo de Mancebo alargou a diferença na descida, contabilizando-se a renda em 3m50s no começo da ascensão para o Alto de Acebo. Machado, sem qualquer ajuda nos últimos quilómetros, conseguiu recuperar alguns segundos face a Mancebo, mas foi incapaz de ganhar o tempo necessário para segurar o primeiro lugar.

Esta etapa-rainha começou com uma demonstração clara de que as equipas com maiores ambições estavam atentas e preparadas para uma jornada em que a estratégia não seria palavra vã. Madeinox-Boavista, Liberty Seguros, Rock Racing, Andalucía-Cajasur e Euskaltel-Euskadi fizeram-se representar ao mais alto nível numa fuga de 24 elementos.

A escapada incorporava os principais lugares-tenentes dos chefes-de-fila de cada uma das formações mais importantes. Francisco Macebo (Rock Racing), Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), Santiago Pérez (Madeinox-Boavista), Javier Moreno (Andalucía-Cajasur) e Armets Txurruca (Euskaltel-Euskadi) eram os homens mais importantes nesta iniciativa, mas a Andalucía-Cajasur e a Contentpolis-Ampo afirmavam-se como as equipas com mais argumentos, pois colocaram quatro homens cada uma no grupo dianteiro, enquanto que Mancebo estava sozinho e os outros nomes atrás citados apemas dispunham de um companheiro na frente – Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista) e Isidro Nozal (Liberty Seguros) eram os outros representantes do ciclismo luso, mas ambos haveriam de descair mais tarde, para apoiarem os líderes da equipa.

A fuga ganhou corpo e a diferença trepou para perto dos cinco minutos, quando a escalada à primeira das três montanhas estava prestes a iniciar-se. Com a corrida assim lançada, os principais favoritos estavam em luta directa, no pelotão, com a rectaguarda mais forte… uns quilómetros adiante. No grupo de Tiago Machado, foi o búlgaro Danail Petrov que impôs o ritmo e foi retirando diferença à fuga, numa exibição de gregário de luxo. O labor de Petrov obrigou um dos favoritos a esforçar-se na penúltima subida. Foi o caso de Francisco Macebo, que se viu na contingência de assumir a cabeça do grupo de fugitivos para evitar uma aproximação de Tiago Machado e companhia.

Na descida do Connio, Samuel Sánchez fez aquilo que sabe fazer melhor: acelerou na descida e deixou para trás o grupo dos principais candidatos. Aitor Hernández que estava na frente esperou pelo campeão olímpico, dando uma importante ajuda aos interesses de Samuel Sánchez, que na fase descendente conseguiu ganhar mais de 45 segundos a Tiago Machado. As movimentações do asturiano da equipa basca tiveram o condão de juntar as equipas lusas atrás, com a Liberty Seguros a assumir a perseguição a Samuel Sánchez, a quem se juntara David Herrero (Xacobeo Galicia).

A ascensão final para o Alto de Acebo começou com a configuração dada pela descida: fuga inicial, Samuel Sánchez a 2m55s da frente e grupo de Tiago Machado a 3m50s.Em plena subida, Héctor Guerra (Liberty Seguros) atacou e Tiago Machado respondeu, mas não conseguiu colar ao espanhol, deixando-se acompanhado por Ángel Vicioso (Andalucía-Cajasur) e Freddy Montana (Boyaca es para Vivirla), mas este também marchou, deixando o boavisteiro sozinho – e a trabalhar – com Vicioso.

Samuel Sánchez, em perda, foi alcançado por Héctor Guerra. Francisco Mancebo fazia uma subida espantosa na frente e era virtual líder. Tiago Machado cedia e era deixado para trás por Ángel Vicioso. A corrida parecia perdida para o boavisteiro, mas Santiago Pérez e Nuno Ribeiro, na roda de Francisco Mancebo, poderiam dar uma alegria ao pelotão português. Nuno Ribeiro arrancou, mas todos os homens da frente reagiram. Sucederam-se as ofensivas e Santiago Pérez foi o primeiro a ceder. Mancebo, que levou a corrida nas duas últimas subidas ainda teve foras para ir em solitário, vencendo a etapa e ganhando a camisola amarela. Nuno Ribeiro foi o segundo. Tiago Machado fez a subida final praticamente no mesmo tempo que Mancebo, mas o atraso com que abordou as rampas iniciais foi determinante, não conseguindo recuperar o necessário para manter o primeiro lugar.

Apesar do cansaço e da desilusão que levaram Tiago Machado a chorar compulsivamente no final da etapa, o carácter do jovem português certamente irá levá-lo a tentar inverter amanhã a situação de corrida. Finda a etapa mais dura da Volta às Astúrias, o pelotão português tem quase metade dos elementos do top10 da geral individual. Tiago Machado é segundo, Nuno Ribeiro é quarto, Santiago Pérez subiu à quinta posição e Héctor Guerra desceu ao décimo lugar.

CLASSIFICAÇÕES
4ª Etapa 4: Cafés Toscaf – Alto de Acebo, 180,2 km
Média: 37,95 km/h
1º Francisco Mancebo (Rock Racing), 4h44m53s
2º Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), a 7s
3º Javier Moreno (Andalucía-Cajasur), a 10s
4º Amets Txurruka (Euskaltel-Euskadi), a 11s
5º Santiago Pérez (Madeinox-Boavista), a 29s
6º José Herrada (Contentpolis-Ampo), a 35s
7º Julián Sánchez Pimienta (Contenpolis-Ampo), a 43s
8º Brice Feillu (Agritubel), a 1m29s
9º Héctor González (Fuji-Servetto), a 1m48s
10º Branislau Samoilau (Amica Chips-Knauf), a 2m44s
15º Héctor Guerra (Liberty Seguros), a 3m16s
18º Tiago Machado (Madeinox-Boavista), a 3m44s
38º Edgar Pinto (Liberty Seguros), a 10m11s
51º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), a 21m23s
52º Isidro Nozal (Liberty Seguros), mt
56º Danail Petrov (Madeinox-Boavista), a 23m48s
57º José Mendes (Liberty Seguros), a 23m50s
65º Rui Sousa (Liberty Seguros), a 24m08s
69º Célio Sousa (Madeinox-Boavista), a 26m32s
75º Luís Pinheiro (Madeinox-Boavista), a 27m37s
76º Filipe Cardoso (Liberty Seguros), mt
91º Bruno Lima (Madeinox-Boavista), a 29m46s
93º João Benta (Madeinox-Boavista), mt

Geral Individual
1º Francisco Mancebo (Rock Racing), 14h57m16s
2º Tiago Machado (Madeinox-Boavista), a 28s
3º Javier Moreno (Andalucía-Cajasur), a 35s
4º Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), a 47s
5º Santiago Pérez (Madeinox-Boavista), a 1m09s
6º José Herrada (Contentpolis-Ampo), a 1m10s
7º Glenn Chadwick (Rock Racing), a 2m08s
8º Amets Txurruka (Euskaltel-Euskadi), a 2m09s
9º Julián Sánchez Pimienta (Contenpolis-Ampo), a 2m14s
10º Héctor Guerra (Liberty Seguros), a 2m34s
34º Edgar Pinto (Liberty Seguros), a 11m38s
50º Isidro Nozal (Liberty Seguros), a 27m59s
51º Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista), a 28m05s
53º Célio Sousa (Madeinox-Boavista), a 29m12s
59º Rui Sousa (Liberty Seguros), a 31m26s
66º Danail Petrov (Madeinox-Boavista), a 33m05s
70º Filipe Cardoso (Liberty Seguros), a 35m07s
72º Luís Pinheiro (Madeinox-Boavista), a 35m35s
76º José Mendes (Liberty Seguros), a 36m34s
91º João Benta (Madeinox-Boavista), a 45m12s
96º Bruno Lima (Madeinox-Boavista), a 48m51s

Geral Colectiva
1º Rock Racing, 44h59m11s
2º Andalucía-Cajasur, a 1m17s
3º Liberty Seguros, a 7m12s
4º Contentpolis-Ampo, a 7m51s
5º Boyaca es para Vivirla, a 8m02s
8º Madeinox-Boavista, a 17m42s

21 comentários a “Sonho de Tiago Machado roubado por corrida do outro mundo de Mancebo”

  1. Tiago Machado é o ciclista do Povo e sem duvida o melhor ciclista Portugues…

    Força Tiago Machado

  2. tenho lido todos os comentarios que tem sido feitos e até agora nao disse uma unica palavra contudo acho que todos voces estao a passar os limites da boa educação, quer queiram quer nao o Sr. Tiago Machado é uma excelente pessoa, é uma pessoa que marca pela diferença se repararem ele cativa todos os amantes do ciclismo pois ele consegue criar dois sentimentos distintos ora é adorado ora é detestado mas ninguem lhe fica indeferente… nao vejo mais ninguem no ciclismo portugues que consiga fazer tamanha proeza aqueles que o adoram ele agrede aos que o detestam ele simplesmente lhes dá resposta na estrada ora vestindo amarelas ora sendo o melhor portugues nas provas em que participa… para os varios amigos dele que aqui tem participado deixando comentarios e o defendendo a unica coisa que posso dizer é FORÇA TIAGO

  3. Inveja é o mal de muita gente, a começar pelos próprios colegas do tiago no boavista. bjs

  4. SRº LELO ACREDITE QUE PERCEBO MUITO.SAO MUITOS ANOS DE CICLISMO,MUITOS MESMO,E ACREDITE QUE NAO TENHO PREFERIDOS.SIMPLESMENTE ME REVOLTA A INVEJA PORQUE SEI QUEM SAO AS PESSOAS FICTICIAS QUE AQUI ANDAM E SEI QUE SAO,CICLISTAS,TREINADORES,MASSAGISTAS,FAMILIARES,QUE DIZEM MAL PORQUE O PODEM FAZER AQUI,E AMANHA NA PROXIMA PROVA PASSAM LHE A MAO NA CABEÇA(AO TIAGO) E DIZEM LHE(Ó PÁ,TU MERECIAS)MAS GOSTEI DO SEU ESCLARECIMENTO,E DESCULPE SE O OFENDI COM OS “PAROLOS”MAS EU GOSTO MUITO MAS MUITO DE CICLISMO E TENHO PENA DAS PESSOAS TAO MÁS QUE SÓ QUEREM O MAL DOS OUTROS.

  5. ja que os outros nao percebem nada e eu tambem nao vou dar a minha opiniao que vai ao encontro da do ze…. boavista foi pa “frente do touro” assumiu as despesas da corrida na 3etapa de manha (apenas 88km) e no dia a seguir chegada ao alto do acebo (etapa que perde a amarela)… ou seja a equipa trabalhou apenas 2 dias, mas dentro do segundo dia já claudicou quando o tiago fica sozinho sem ninguem para o ajudar… (ATENÇAO NAO QUERO DIZER QUE OS CICLISTAS DO BOAVISTA SAO FRACOS, CONCERTEZA DERAM O SEU MAXIMO, FIZERAM O QUE PODIAM) pera que ainda vem mais… 2 ciclistas do boavista abandonam no ultimo dia (nao venham dizer que tavam a poupar-se po naranco porque tambem desistiram la) e mais neste ultimo dia o tiago chega num restrito grupo onde so levava o santi perez…traduzindo: os restantes ciclistas do boavista fazem a etapa toda na roda mas nao conseguem chegar na frente, agora imaginem se o tiago mantivesse a amarela e a equipa tivesse que trabalhar….. concluindo a minha opiniao: realmente nao acredito que o boavista tivesse “estofo” para o tiago manter a amarela ate ao fim…..escrevi isto tudo para a sr eduarda, ja que percebe muito…. mas para que perceba, eu so disse a minha opiniao, nao quis dizer que o boavista nao tem valor e oxala o tiago tivesse ganho a volta as asturias…. nao se esquessa que o pelotao era bastante forte e com “gente” muito conceituada….mais uma razao para ser muito dificil ao boavista controlar uma corrida….percebeu??????????????????????????????

  6. qd o ze diz que o boavista nao tem estofo….as pessoas integras,bem educadas e inteligentes diziam o seguinte: “nao concordo contigo” ou ” tambem acho k nao tem” ou outra coisa qualquer….. dao a sua opiniao……. os mal educados, fanaticos, atrasados respondem o seguinte: ” tens dor de cotovelo” ou ” sois invejosos” ou “evite falar dakilo que nao sabe” ou “parolos que vem falar e nao percebem nada de ciclismo”…… estes que dizem isto é que sao os verdadeiros parolos…que nao sabem dar a sua opiniao e respeitar a dos outros mesmo que seja diferente da po proprio…

  7. É TAO MAU SER INVEJOSO…É CADA PAROLO QUE VEM FALAR DE CICLISMO,E NAO PERCEBEM NADA DE CICLISMO.O BOAVISTA NAO TEM ESTOFO?QUE PAROLOS…FOI A UNICA EQUIPA PORTUGUESA QUE SE FALOU E NAO TEM ESTOFO.OLHEM PARA O PELOTAO COMO UMA EQUIPA,DIVIRTAM SE E SAIBAM RESPEITAR O TRABALHO DE QUEM SOFRE,PARA TRABALHAR ,AQUI FICA OS MEUS PARABENS A TODOS OS CICLISTAS PORTUGUESES E A ESSE MENINO TIAGO QUE É UM VENCEDOR…PARABENS TIAGO

  8. Quem conhece o Tiago, sabe que qualquer corrida que ele vá, é para tentar ganhar, logo as declarações dele no incio da volta ás asturias são perfeitamente normais! Tentou “iludir” jogar psicologicamente com o seu NÃO favoritismo. As declarações dele são puramente tácticas meu caro jose bitaites (sim, porque falas muito e não acertas nada!). Mais uma vez lhe digo, não é ao junior que já acusou que as portas em equipas estrangeiras (algumas de renome internacional) estão fechadas, quanto ao Sr Paco, sou um grande fã dele, mas anda a penar em equipas de 6ª categoria. Já agora, faça um favor, evite falar daquilo que não sabe. Dor de cotovelo é o que o menino tem., porque, Nem me atrevo a chama-lo de senhor. O Tiago chorou? Fez exactamente aquilo que faria na posição dele. Cumprimentos.

  9. declaraçoes do tiago machado no fim da 1etapa : estou aqui para treinar,principal objectivo é a volta a portugal…………………………………………….. no fim da etapa do acebo em que perde a amarela o tiago: “chora compulsivamente”…………………………… enfim…….. no comments…………………………………… acima de tudo tas a fazer uma grande volta as asturias…… mas POR FAVOR POR FAVOR POR FAVOR nao abras a boca…….

  10. Mancebo é suspeito, nunca deu positivo, tal como Rebellin nos jogos, que no primeiro controlo estava limpo. Todos sabemos que os ciclistas mais bem acompanhados nunca dão positivo pois são tratados por grandes médicos, que evitam a ocorrência de positivos. Há muito tempo que não acredito em perfomances destas, principalmente de ciclistas dirigidas por um tal “Rodicio”, que gostava de fazer donativos para um médico canário.

  11. Melhores exibiçoes da carreira o Mancebo, sim é cert m… Lembra-se do Tour?
    O Mancebo pod ser “suspeito” mas nunca deu positivo!!! Houve 1 que já em junior… bjs

  12. Esta etapa teve ingredientes diversos que a tornaram espectacular, mas que, por outro lado, tornaram muito difícil a tarefa dos directores-desportivos.

    À partida para a etapa, as equipas portuguesas estavam em clara vantagem sobre todas as demais. A Madeinox-Boavista tinha o camisola amarela e a Liberty Seguros dispunha de Héctor Guerra, segundo ciclista com pretensões – Glenn Chadwick era uma carta fora deste baralho. Ou seja, as duas formações lusas eram as principais adversárias entre si e assumiam-se como os maiores obstáculos para os objectivos de todas as outras.

    Nestas circunstâncias, não poderia haver qualquer aliança entre a Liberty e o Boavista, pois eram concorrentes directos. Mas havia algo que poderia interessar às duas equipas. A formação de uma fuga de segundos planos, deixando o bloco da Liberty coeso em torno de Guerra, para endurecer a corrida em todas as subidas do dia, desgastando Tiago Machado e os colegas deste. A formação de uma escapada de corredores sem expressão convinha ainda mais à Madeinox-Boavista, que poderia preservar Santiago Pérez e Danail Petrov para a ajuda ao líder nos momentos de maior aperto, ao mesmo tempo que os restantes elementos não tinham de desgastar-se demasiado na perseguição.

    É óbvio que os adversários não deixaram que isto acontecesse. Em vez de lançarem peões para a fuga, avançaram com homens importantes. As principais equipas jogaram com os seus segundos homens na classificação: Francisco Mancebo (Rock Racing), Javier Moreno (Andalucía-Cajasur) e Amets Txurruka (Euskaltel-Euskadi). Perante isto, quais as opções das equipas lusas? Deixar avançar a fuga, que além de homens importantes era numerosa, e trabalhar no pelotão, para anular a iniciativa? Ou seguir a mesma estratégia dos rivais e colocar na frente os lugares-tenentes dos líderes?

    José Santos e Américo Silva escolheram esta última opção. O que tinha algumas virtudes. O ciclista mais preocupante do grupo da frente era Francisco Mancebo, que partia em dificuldades por dois motivos: foi o que passou pior na subida da segunda etapa que permitiu avaliar as forças de cada um e porque era o único corredor que estava na fuga sem qualquer companheiro de equipa. Nestas circunstâncias, tanto Santiago Pérez como Nuno Ribeiro eram ciclistas com aspirações de ganhar a etapa e até a volta. Além de que estando adiantados poderiam ser um apoio importante no caso de os respectivos líderes acabarem por aproximar-se na última subida.

    Neste cenário, caberia aos líderes lutarem entre si. Héctor Guerra tinha de atacar para eliminar os 2m34s que o separavam de Tiago Machado e este teria de responder, ponderadamente, para gerir o esforço de molde a não perder a boa margem que detinha sobre os rivais mais directos. Todos cumpriram o seu papel. Héctor Guerra atacou e ganhou tempo a todos os ciclistas que estavam mais próximos dele na geral. Tiago Machado respondeu à altura e controlou os danos para os outros chefes-de-fila, mantendo-se à frentes deles na geral.

    Na fuga, os representantes das equipas portuguesas também cumpriram, no essencial, o seu papel. Isidro Nozal (Liberty Seguros) e Sérgio Sousa (Madeinox-Boavista) descaíram na aproximação à subida para o Alto de Acebo, para darem uma ajuda aos líderes. Nuno Ribeiro e Santiago Pérez não colaboraram na frente, obrigando Francisco Mancebo a desgastar-se e a levar o grupo praticamente sozinho.

    Afinal o que falhou? O imprevisível. Ninguém poderia adivinhar que Francisco Mancebo faria uma das melhores exibições de toda a carreira, puxando quilómetros e quilómetros a fio e tendo ainda forças para se desenvencilhar dos concorrentes e para ganhar isolado. Nuno Ribeiro ainda tentou inverter a situação, atacando no último quilómetro, naquele que seria o momento em que poderia fazer a diferença de segundos de que precisava para ganhar a etapa e a geral. Só que a força quase sobrehumana de Franisco Macebo não lhe permitiu mais do que a segunda posição na etapa. De Santiago Pérez é que se poderia exigir mais, mas mesmo assim esteve em bom nível.

    Por isto, não acho que as equipas portuguesas tenham estado mal ou que tenham sido elas a perder a corrida. Francisco Mancebo, sem ajuda de qualquer colega de equipa, é que ganhou a Volta às Astúrias (salvo alguma surpresa na etapa de hoje).

  13. Caro nuno ele nao e assim tao bom como dizeis? Diz-me um ciclista portugues que faria melhor que ele e se esta em 2 agora nao é obra do aquaso e ele so tem 24 anos e tem todas as razoes para sonhar. Cheira-me e que isto e tudo dor de cotovelo

  14. Não vi a etapa, mas pelas crónicas acho que foi isto que se passou. Nas duas primeiras subidas Mancebo impôs o ritmo no grupo fugido para ganhar tempo lá para trás. Praticamente sozinho. Depois chega à última subida continua a assumir as despesas da corrida e a responder a ataques. Na meta ainda ganha a etapa. Na última e dura subida não perde quase tempo nenhum para ninguém, nem para o campeão olímpico. Onde é que eu já vi isto?
    Morzine 2006, Floyd Landis? Não, porque Mancebo tem um passado imaculado e corre numa equipa acima de qualquer suspeita! Mas no Paredes ele nunca fez isto. E como sempre as equipas portuguesas a lutarem entre si e a deixarem o pássaro fugir.

  15. afinal ele nao e assim tao bom como dizeis , deixar fugir a liderança com uma margem tao grande so numa etapa . comtinue a sonhar

  16. Nao percebo nada de ciclismo mas se o Santi Perez tivess ajudad o Tiago?

    Excelente etapa de Mancebo é um justo vencedor. O Boavista nao tem estofo para controlar uma corrida destas… tem mts corredors a “coçar p dentrooo”. bjs

  17. Faltou um corredor para ajudar o Tiago Machado… Faltou o Santi, que estava em fuga e na 2ªetapa foi muito util ao Tiago…
    Em principio deverá manter o 2º Lugar, que é um bom lugar, se esquecer-mos que tinha + de 2min de vantagem para os favoritos…

  18. Força Tiago,nao te deixes abater,tens representado bem o ciclismo nacional,nao ligues ás bocas.Faltou aí o Sampaio para te ajudar….Força Tiago

  19. Foi pena o Machado ter perdido a amarela penso que se o S.Perez ficasse na subida para o rebucar ele nao perderia a amarela…mas tacticamente foi bem jogado pelo Boavista pois a subida era dura e o Santi poderia ficar de amarelo, mas o PACO estava num dia SUPER e nao deu hipoteses… eu jogaria da mesma forma pois foi a mais correcta na fisiologia do ciclismo e tacticamente….acho que a Euskaltel sim correu mal pois o Txurruka esse nunca ganharia pois tinha outros nomes a frente dele e sim deveria ter ficado para fazer a parte inicial da subida com o Samuel…mas sao opcoes….Parabens ao Boavista e a Liberty pois estao a fazer uma grande corrida e a mostrar os nossos valores.

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