César Fonte, A Bola, a Adop e as Megas Operações

Pelos vistos César Fonte terá acusado positivo, com um  produto, betametasona, normalmente utilizado para a cura de lesões, no caso em apreço, a uma lesão num joelho. Um produto quer até poderá ser utilizado, caso o ciclista tivesse informado, no ato do controlo anti doping, que tomou de forma preventiva o referido medicamento.

Hoje, o jornal A Bola, cujas  notícias de primeira mão, sobre o tema, levam a pensar em fugas de informação convenientes e encomendadas, puxou o assunto para uma página, como se houvesse tanto para dizer, focando ainda o caso de Xuban Errasquin, repetindo o que já tinha dado em notícias anteriores. Naturalmente que, com amigos destes, o ciclismo e os seus diversos agentes não vão longe. Infelizmente, há pessoas que se dizem amantes da modalidade, mas ao fim e ao cabo, o que pretendem é dar nas vistas, pretendendo com este tipo de notícias serem os maiores ” da sua rua”.

Ao jornal A Bola, em dez anos nunca vimos nas suas páginas entrevistas de página a ciclistas nacionais, a diretores e até o funcionamento de equipas. O espaço, mendigado, para informação de resultados de provas, parece não ser interessante, mas este tipo de notícias, isso sim, são grandes informações.

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Já agora, vem a talhe de foice e para não fugir ao tema aquela deslumbrante operação, ou melhor Mega Operação, relatada em todo o mundo,  que o organismo que superintende esta questão do doping, fez questão de apregoar a sete ventos, que ocorreu durante a Volta a Portugal, desvirtuando naturalmente, todos os princípios éticos da discrição que o assunto deveria merecer por parte da entidade reguladora.

Vem ainda a talhe de foice, outra Mega Operação que esta mesma Adop entendeu efetuar a uma série de indivíduos que fazem  uso da  bicicleta , participando em eventos de cariz não competitivo, e que ao que parece 11 terão acusado diversos produtos, em que talvez a grande maioria desconheça se pode ou não tomar os referidos produtos, e como os podem tomar e informar a sua utilização.  Ao que se julga de uma só vez terão sido submetidos cerca de 40 utilizadores da bicicleta, para um conjunto de cerca de 600 participantes.

Subentende-se que esta mesma ADOP, quando fizer uma Mega Operação deste tipo, noutras modalidades, Maratonas, por exemplo. em que terão 3000 participantes, pela mesma lógica deverão ser submetidos ao referido controlo perto de 200 atletas, isto se tivermos em linha de conta a mesma proporção.

Mas como a lógica é uma batata, e porque o que está em causa, não é a igualdade de tratamento, descansem os maratonistas, os homens do trail, os homens das futeboladas amadoras, que nada do que sucedeu no ciclismo , acontecerá nestas modalidades de lazer.

A questão da segregação é, nalguns setores do nosso país, infelizmente, uma realidade, e uma das formas mais obscuras de racismo.

3 comentários a “César Fonte, A Bola, a Adop e as Megas Operações”

  1. Efetivamente é por demais evidente a promiscuidade existente entre o jornal A Bola e a ADoP, as fugas de informação são demasiado evidentes e deveriam preocupar um pouco mais o Sr. Secretário de Estado do Desporto.
    Quanto às Mega Operações que a ADoP efetua… o objetivo é simples… obter resultados positivos com pouco esforço e de forma fácil. Combater a verdadeira dopagem dá trabalho, exige conhecimentos e não dá direito a pseudo-notícias encomendadas em jornais.

  2. O engraçado é que se bastava o atleta informar que estava a tomar um medicamento porque é que não o fez?
    Esqueceu-se?
    Não sabia?
    Existe um site para o efeito, não me acredito que um atleta do nível do César que não o conheça.
    ou será que existe outro motivo?
    Nas maratonas de atletismo existe controle, e bastante, basta ver no site da Federação Portuguesa de Atletismo, que até publica o nome e substancia dos que acusam.

    http://jogolimpo.simposium.pt

    http://www.adop.pt/espad/autorizacao-terapeutica.aspx

    https://fpatletismo.pt/fpa/decis%C3%B5es-disciplinares

    Neste momento quem prejudica o ciclismo são os ciclistas, os que acusam doping, não se podem culpar os de fora.

  3. Este pasquim tendencioso (ABola) deveria ser encerrado pela Alta Autoridade para a Comunicação Social(Será que existe este organismo?). Enquanto no futebol a corrupção no clube protegido é silenciada, no ciclismo arranjam bode expiatório para desviar as atenções. Façam como eu, nem um tostão para esses parasitas

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