Valverde e Alaphilippe os grandes favoritos

O Campeonato do Mundo deste ano como todos sabemos é duro, talvez em demasia para uma prova do género, disputada num dia, em forma de circuito, algo sempre desmotivante para os ciclistas, e que condiciona fortemente o lote dos favoritos.

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Vencedor nas três últimas edições, Peter Sagan deu a entender, ao longo das ultimas semanas que não será um candidato, apresentando-se na prova por respeito à bandeira do seu país e dos seus fãs. Na verdade poder-se-ia dizer que a sua prestação na Vuelta, tendo em conta os resultados obtidos, não seria um bom indício para o ainda Campeão do Mundo. Contudo, bem vistas as coisas, a sua preparação, tendo em conta o Mundial, foi bem mais assertiva que a de Alejandro Valverde, por exemplo, que saíu bastante desgastado da prova espanhola.

Talvez por isso mesmo, Sagan ainda possa ser considerado um nome a ter em conta para a discussão do primeiro lugar.

Alejandro Valverde tem uma ocasião única para, finalmente se sagrar campeão do mundo. É um percurso muito a seu jeito, com uma chegada que lhe assenta como uma luva, e na Austria tem a  sua última oportunidade, pois a idade em 2019 será um fator limitativo.

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Michal Kwiatkowski, já foi campeão do mundo e sabe como ganhar uma prova emblemática. O polaco está em excelente forma, como confirma o seu terceiro lugar na prova de C/R e fez uma época sensacional, desde o seu início até este momento. Desfrutou da Vuelta para afinar a sua preparação, sem se desgastar, e é por direito próprio um dos principais favoritos.

Julian Alaphilippe (Quick-Step Floors) on the attack

Julian Alaphilippe o francês é apontado como o maior dos candidatos, com um percurso e, em especial um final que lhe confere esse estatuto. Vencedor de inúmeras provas este ano, afirma-se como o melhor ciclista francês da sua geração, e é a coqueluche com que os franceses sonham para este Mundial.

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Gianni Moscon, ah bon, c’est l’ enfant terrible, é o capitão da equipa azzurra , uma das seleções que melhor preparam o Mundial. Nibali já lhe prestou vassalagem, e o italiano está com uma raiva de mostrar serviço, para calar as bocas e os ruídos à sua volta. Em 2017 a sua participação ficou ensombrada, apõs uma avaria ter recolado ao pelotão atrás da sua viatura . Este ano está em forma e, com ele nunca se sabe.

Roglic, petit mais costaud

Primoz Roglic será o leader da Eslovénia tendo ao seu lado oito ciclistas às suas ordens. Teimoso, de antes quebrar que torcer, o ciclista da Lotto-Jumbo é um bom trepador e tem um percurso muito so seu jeito, o que aliando à sua irreverência lhe confere as condições para ser apontado como um bom candidato.

Senão houvesse mais possibilidades de vatícinios , destes cinco nomes poucos acrescentaríamos numa lista que pode ainda conter algumas personalidades de peso, mas já num escalão inferior em termos de aposta.

Referimo-nos, por exemplo, ao francês Romain Bardet, ciclista explosivo e que pode atacar no momento certo, beneficiando da marcação cerrada que irá ser feita e Alaphilippe.

Rigoberto Duran comanda uma seleção com muitas hipóteses de um bom lugar. É o campeonato do mundo mais ao jeito dos sulamericanos, com a sua dureza a pautar as caraterísticas dos seus ciclistas. Uran e Miguel Angel Lopez são, por força do percurso, dois favoritos de peso.

Atrevemo-nos ainda a citar os irmãos Yates, em especial Simon, dois nomes que não podem ficar de fora, e que simbolizam o poder anglófono , da nova era velocipédica.

Prognóstico JC:

Valverde +++++

Alaphilippe +++++

Kwiatkowski ++++

Roglic +++

Moscon +++

Bardet +++

Sagan +++

Uran ++

Simon Yates ++

Angel Lopez ++