E… se Simon Yates ganhar a Vuelta ?

Ainda faltam cumprir momentos importantes desta Vuelta mas, neste momento, não é descabido lançar uma pergunta: e se Simon Yates ganhar a Vuelta?

Se tal suceder não será propriamente um facto estranho tendo em conta o valor do ciclista em questão. O que é de assinalar é que a Inglaterra, como nação, se junta à Bélgica e à Espanha (julgo eu) como vencedora das três grandes voltas no mesmo ano. Froome no Giro, Thomas no Tour e Yates na Vuelta.

Se pensarmos que ainda há relativamente poucos anos a Inglaterra era um patinho feio no ciclismo, juntar-se a duas das maiores nações da modalidade, em tão pouco tempo, só pode ser considerado um feito.

Ainda no início deste século, que ainda vai curto, era preciso recuar no tempo, espaçadamente, para encontrar uma ou outra referência de terras de Sua Majestade. Talvez Barry Hoban, Chris Boardman e inevitavelmente Tom Simpson. Em pouco tempo surgem Cavendish, Wiggins, Froome e Thomas, como figuras maiores do ciclismo mundial. Algo em comum. A Pista, onde os ingleses já há muito se destacam. Terá sido um embrião notável.

Se formos mais abrangentes, e olhar-mos para o mundo anglo saxónico, que se dinamizou também na pista, e muito no btt (sobretudo xco), se dissessem a algum belga, ou francês, há 40 anos, que um australiano, até um americano (que começaram no final dos anos 80), quanto mais um canadiano, fossem ganhar grandes voltas, com certeza se escangalhariam a rir.

Mas eles aí estão, prestes a ultrapassar, bater ou igualar recordes, das mais tradicionais nações do ciclismo. Isto sem esquecer que a Inglaterra tem também, cada vez mais, uma volta, bem mediática.
Luís Gonçalves

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *