Volta do Futuro: estrangeiros brilham na 1ª etapa

A Volta a Portugal do Futuro iniciou-se hoje em Águeda, e não se pode dizer que tenha começado da melhor forma. Na verdade, numa etapa sem grandes problemas, o vencedor triunfou isolado, com 50 segundos de vantagem sobre o pelotão, o que pode ser um mau indício para o resto da prova.

Com um pelotão paupérrimo, apenas cerca de 70 ciclistas alinharam à partida ,apenas 10 equipas, três das quais espanholas e duas delas continentais UCI.  Quando dizemos paupérrimo não nos referimos à sua qualidade, mas sim à sua quantidade, na verdade é um pelotão muito escasso para uma prova desta envergadura.

Faltou a presença, por exemplo, de duas seleções norte e sul, que agrupassem uma série de ciclistas que se viram impedidos de participar, devido ao facto das equipas onde estão inseridos não terem o número mínimo legal para a sua participação.  Numa prova de caráter nacional, continua a subjugação ao regulamento internacional, e quando assim acontece quem fica prejudicado são os ciclistas e o próprio ciclismo nacional.

Voltando ao primeiro parágrafo deste texto, não é bom que, logo na primeira etapa, um ciclista, ainda por cima de uma equipa estrangeira, tenha ganho isolado, o que leva a pensar que a marcação cerrada entre as equipas do Morágua-Miranda e Liberty -Carglass foi um facto ao longo da etapa, permitindo uma fuga de quatro elementos, onde estava incluído apenas um ciclista de uma equipa nacional, que ainda por cima também não era português : Marvin Scheulen (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés), Iñigo González (Aldro Team) e Guillermo García (Froiz) e aquele que viria a ser o vencedor, o basco Oier Ibarguren (Baqué/Ideus/BH Team).

A segunda etapa disputa-se amanhã e é considerada a etapa-rainha da competição. Os corredores vão pedalar durante  136,4 quilómetros, com partida de Oliveira do Hospital, às 10h50, e chegada prevista para as 15h40, ao alto de Colcurinho. A meta coincide com uma  subida de primeira categoria, com  18 quilómetros de extensão e uma inclinação média de 5,6 por cento, com  os últimos  2500 metros com uma pendente média de 10,6 %.

Classificação: