Equipas de 2ª divisão, são mesmo de segunda ?

Apenas dois ciclistas da Euskadi-Murias cortaram a meta, na etapa de hoje, integrados no primeiro grupo. Ou seja, muito pouco, num contexto de três equipas convidadas pela organização, pelo facto de serem espanholas, e que por isso mesmo apostaram tudo nesta prova, tal como os portugueses, por exemplo apostam na sua Volta a Portugal.

Considerando que estas equipas estão dependentes da Vuelta para a sua subsistência futura, poderemos avaliar a diferença, abismal entre o ciclismo World  Tour e os restantes quadrantes.

Poder-se-á argumentar que, apesar de tudo, a etapa de hoje foi ganha por uma formação de segunda divisão, contudo, será oportuno lembrar que a Cofidis tem um orçamento muito similar à média das equipas World Tour e que o seu cabeça de cartaz, precisamente Bouhanni que, este ano, por força de uma mudança na esfera desportiva da equipa, não tem sido muito falado, mas tem como base um vencimento anual de um milhão de euros.

As equipas espanholas, que fazem das tripas coração, estão um pouco abaixo das formações francesas. Na verdade, quer a Direct Energie, quer Fortuneo-Samsic ou a  Cofidis  estão uns furos bem acima, em relação às equipas  convidadas pela Vuelta. A sua estrutura, e a sua dimensão são superiores mas, se repararmos, nem por isso os resultados foram  melhores em relação às equipas World Tour, isto comparando com o Tour de France. Quer isto dizer que, existe uma  diferença entre as equipas de 1ª e 2ª divisão, de tal forma que,  às segundas cabe apenas o papel de animadores de etapas, colocando ciclistas em fuga, o que é muito pouco e até frustrante, para quem por lá anda, investe e dirige.