Compensação pela formação de jovens atletas

Foi recentemente aprovado pela UVP/FPC um regulamento de compensação financeira pela formação de jovens ciclistas. Uma ideia antiga, pronta para ser posta em prática, valendo para as filiações de 2019.

De forma simples, traçam-se aqui as ideias essenciais do regulamento, sendo útil começar por definir o que é um jovem ciclista e um clube formador.

Ora, um clube formador é definido como o clube filiado na FPC que nela inscreva como seu atleta, pelo menos por uma época desportiva, um jovem ciclista, sendo que este é entendido como um praticante desportivo de ciclismo, inscrito por um clube nacional ou internacional na FPC, com idade compreendida entre os 13 e os 20 anos, portanto, de juvenil a Sub/23, de 1º e 2º ano.

Quanto às formas de compensação existem três variantes. Duas dependentes do orçamento federativo, sendo uma a compensação financeira pela formação do jovem ciclista que atinja o profissionalismo, sendo atribuído aos clubes formadores, de forma equitativa, um valor anual, que varia entre os 50 euros (Juvenil) e os 200 euros (Sub/23). A segunda será um prémio de mérito atribuído a clubes de atletas que tenham resultados de destaque ao serviço das seleções nacionais.

Talvez a terceira variante seja a mais interessante, porque cria um mecanismo de compensação entre clubes, pelas transferências de jovens atletas. Note-se que neste contexto, entre outros pontos a verificar com grande atenção, assinale-se que para que exista esta compensação é necessária uma declaração de continuidade, enviada pelo clube formador à FPC, em formulário próprio, entre 1 de Setembro e 31 de Outubro de cada ano. Os valores de compensação são progressivos: Juvenis (100 euros); Cadetes (200 euros); Juniores (300 euros) e Sub/23 (400 euros), por atleta, que terá que ter conhecimento dessa declaração de continuidade (ou o representante legal).

Porventura o sistema de compensação entre clubes, válido para todas as vertentes da modalidade, seja burocrático demais e com compensações algo minimalistas, sobretudo tendo em conta que existirá sempre a possibilidade dos clubes envolvidos chegarem a acordo escrito.

Vem, de qualquer forma, e bem, tentar colmatar uma falha que tem existido e que tem criado alguma confusão entre o que são as verdadeiras equipas formadoras e as que se têm aproveitado, impunemente, do trabalho dos outros.

Neste aspecto formativo, seria também útil, controlar alguns ímpetos de algumas estruturas, que “chamam” jovens atletas, muitas vezes estrangeiros, por breves períodos, apenas para figurarem nalgumas competições nacionais. Basta olhar para algumas equipas portuguesas na recente Volta a Portugal de Juniores. A formação de atletas não é isto.
Luís Gonçalves

2 comentários a “Compensação pela formação de jovens atletas”

  1. Isto não faz sentido algum!fui ciclistas desde camadas jovens….tenho dois filhos um em escolas outro ja Júnior e equipa nem um treino quer saber fazer! Nao avisa das provas! Tenho eu encarregado fazer treinos e deslocar provas! S um dia surgir uma oportunidade esse clube que não faz nada é compensado ou simplesmente volto investir caso ninguém queira investir na transferência

  2. É preciso melhorar esta regra… Assim fica mais barato, a uma equipa profissional, ir buscar um estrangeiro que um jovem tuga

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