Quatro portugueses em Espanha

Com quatro portugueses na Vuelta, o que se pode esperar da sua participação. Anseios, liberdades e constrangimentos .

José Mendes ( Burgos-BH)

é o ciclista que tem mais hipóteses de brilhar. É considerado o chefe de fila da equipa e tem uma equipa ao seu dispor. Depois da sua queda na Clássica da Arrábida, que lhe tirou hipóteses de participar em provas importantes, o vimaranense tem a responsabilidade de comandar a sua equipa, que faz a sua estreia na prova. Um lugar entre os 20 primeiros seria um resultado positivo.

 

 

José Gonçalves ( Katusha-Alpecin)

 

 

– depois do Giro deste ano, tudo é expectante para o ciclista minhoto, que foi a revelação da sua equipa este ano. Embora possa não lutar por um lugar na geral indvidual, esse estará destinado a Zakarin o chefe de fila da equipa, Gonçalves tem as portas abertas para um triunfo de etapa, o que seria óptimo.

 

 

Tiago Machado ( Katusha-Alpecin 

 

 

– outro ciclista minhoto com  grande experiência do World Tour. Convertido a ciclista de equipa, tarefa que desempenha com grande eficácia, o famalicense tem de estar ao serviço de Zakarin. Mas a pergunta coloca-se : será que o chefe de fila da Katusha necessita assim tanto de alguém a trabalhar para ele? Na verdade, a Zakarin só lhe resta acompanhar os melhores, pois muito dificilmente, por exemplo, conseguirá um lugar no pódio. Com alguma liberdade Tiago poderá ser um homem de fugas.

Nelson Oliveira ( Movistar)

– o bairradino terá de ser fiel aos seus chefes de fila, reduzidos a dois, depois de confirmada a ausência de Landa. Trabalhar para Quintana para a geral e Valverde para triunfos de etapa não é tarefa fácil. Tem a hipótese de nos  dois  C/R da  Vuelta c conseguir um resultado de relevo.